Os tratamentos baseados na mesma tecnologia de ARN-mensageiro (ARNm) que levou as vacinas da covid-19 para o mercado em tempo recorde estão a revelar benefícios duradouros contra o melanoma, um cancro da pele letal, e a mostrar-se como uma promessa inicial nos cancros do pâncreas e do cérebro, outrora considerados imunes ao ataque do sistema imunitário.Os avanços nas vacinas contra o cancro – consideradas como um dos segmentos de mais rápido crescimento na investigação oncológica – parecem estar a chegar, mesmo quando as autoridades norte-americanas enviam sinais contraditórios sobre os méritos e a segurança desta tecnologia. Mais de 130 estudos foram apresentados na reunião da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, em Chicago, este mês, centrados nesses esforços.Na vanguarda estiveram a Moderna e a Merck, cujo tratamento que combina um potente medicamento de imunoterapia com uma vacina experimental (de ARNm feita por encomenda) contra o cancro manteve o melanoma afastado durante cinco anos, um marco nos esforços para criar vacinas personalizadas para treinar o sistema imunitário a combater as células cancerosas.Estas duas empresas estão a testar terapias baseadas em ARNm em nove ensaios de grande e média dimensão em cancros do pulmão, rim, bexiga e pâncreas, e poderão ter os primeiros resultados do seu grande ensaio de confirmação em melanoma este ano.
Vacinas contra cancro baseadas no ARNm avançam, apesar do corte de fundos nos EUA
As vacinas de ARN-mensageiro contra o cancro têm revelado benefícios duradouros no caso do melanoma e parecem ser promissoras nos cancros do pâncreas e do cérebro.









