A Copa do Mundo de 2026 deve criar até 200 mil contratações temporárias no Brasil, segundo estimativas da Associação Brasileira do Trabalho Temporário (ASSERTTEM). O volume, concentrado em logística, varejo e serviços, vai acelerar processos de admissão e pressionar as áreas responsáveis por contratar e validar profissionais em pouco tempo.
O problema, segundo especialistas, não está na velocidade das admissões em si. Está no que fica de fora quando a pressa domina o processo.
Velocidade sem critério aumenta exposição
Dielson Haffner, head de vendas corporativas da Netrin, empresa especializada em gestão de riscos de terceiros, aponta que períodos de pico revelam fragilidades que passam despercebidas em momentos de menor pressão.
“Em períodos de pico, muitas empresas acabam priorizando velocidade e disponibilidade imediata de mão de obra. O problema é que decisões tomadas sem critérios mínimos de validação aumentam significativamente a exposição a fraudes de identidade, inconsistências cadastrais, passivos trabalhistas e riscos reputacionais”, afirma.













