Texto foi aprovado pelo Senado e segue para a Câmara dos Deputados O ministro da Fazenda, Dario Durigan, e a governadora do DF, Celina Leão, falam após reunião no STF — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 10/06/2026 - 19:53 Governo Avalia Veto a Crédito Rural de R$ 140 Bi Aprovado no Senado O governo federal, representado pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, considera vetar ou recorrer ao STF contra um projeto aprovado no Senado que propõe uma linha especial de crédito rural para renegociar dívidas de produtores. O impacto estimado da proposta é de R$ 140 bilhões em 10 anos. O Senado sugere usar o Fundo Social do pré-sal para subsidiar as taxas, variando de 3,5% a 7,5% ao ano, enquanto o governo defendia até 12%. O texto segue para a Câmara dos Deputados. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta quarta-feira que o governo federal avalia vetar ou acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) caso o projeto que cria uma linha especial de crédito rural para a renegociação de dívidas de produtores aprovado pelo Senado nesta noite seja também validado pela Câmara dos Deputados. De acordo com ele, o impacto da proposta é de R$ 140 bilhões em 10 anos, caso haja renegociação integral das dívidas. O número é menor que um valor de R$ 817 bilhões da versão anterior do texto, que foi modificado. O relator da proposta, senador Renan Calheiros (MDB-AL), no entanto, afirma que o impacto será menor, de R$ 120 bilhões nos próximos dez anos. Segundo ele, o texto se limita a dívidas atrasadas do setor, e não a todo o estoque. O texto aprovado pelo Senado prevê o uso do Fundo Social, que reúne receitas obtidas pelo governo pela exploração do pré-sal, para bancar o subsídio. As taxas vão variar de 3,5% ao ano a 7,5%, a depender do porte do produtor. O governo defendia taxas de até 12% ao ano. Os financiamentos serão fornecidos pelo BNDES e podem chegar a até R$ 50 milhões para associações e cooperativas. O prazo de pagamento é de 10 anos, com 3 anos de carência. Será possível refinanciar operações de custeio, investimento, comercialização e industrialização, além de Cédulas de Produto Rural (CPR) e dívidas com cerealistas, cooperativas e fornecedores e insumos. Além do pré-sal, poderão ser usados recursos de contas como o Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), do Nordeste (FNE) e do Centro-Oeste (FCO) e o Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) para implementar as medidas previstas na proposta. O projeto foi a terceira "pauta-bomba" aprovada pelo Senado nesta quarta-feira. Antes, comissões da da Casa aprovaram piso para médicos e aposentadoria especial para agentes de saúde, ambos com impactos para União, estados e municípios. Em atualização.
Governo avalia vetar ou ir ao STF contra renegociação de dívidas rurais, diz ministro
Texto foi aprovado pelo Senado e segue para a Câmara dos Deputados















