O governo cubano denunciou nesta quarta-feira 10 que a falta de combustível provocada pelo cerco petrolífero dos Estados Unidos impede a ONU de distribuir 170 contêineres de ajuda humanitária na ilha comunista.

Desde janeiro, Washington também decretou várias rodadas de sanções contra empresas e dirigentes cubanos, agravando a crise econômica e energética que a ilha já enfrentava sob o embargo americano em vigor desde 1962.

“Segundo a ONU, 170 contêineres de produtos essenciais que já chegaram a Cuba, equivalentes a cerca de US$ 6,3 milhões, não estão chegando aos beneficiários devido à escassez de combustível”, denunciou na rede X o ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez Parrilla.

O chefe da diplomacia cubana destacou que “o bloqueio energético dos Estados Unidos contra Cuba tem um impacto real e grave sobre a população” e “faz parte da punição coletiva aplicada pelo governo americano ao povo cubano”.

“Ele não apenas limita o desempenho da economia cubana. Também freia o trabalho de agências e organizações internacionais, evidenciando seu caráter extraterritorial”, acrescentou.