Cuba sofreu, nesta segunda-feira (6), seu terceiro apagão nacional desde o início do ano, o que causou desespero na população, com a possibilidade de um colapso energético impulsionado pelos Estados Unidos.
A ilha comunista já vinha lutando para manter as luzes acesas antes de o presidente dos EUA, Donald Trump, cortar o fornecimento de petróleo em janeiro, esgotando o estoque já reduzido de combustível para suas usinas termelétricas.
"Houve uma desconexão total do sistema elétrico nacional", escreveu a empresa de energia Unión Eléctrica (UNE) na rede social X, acrescentando que estava "investigando as causas".A operadora afirmou que conseguia fornecer energia para serviços essenciais, incluindo hospitais e centros de produção de alimentos. Até o final da tarde, porém, Havana, a capital cubana, tinha somente 1% da demanda coberta.
Este é o oitavo apagão na ilha de 9,6 milhões de habitantes desde o final de 2024 —e o terceiro em 2026.
O incidente ocorre no momento em que o Estado impõe cortes de energia cada vez mais drásticos em todo o país —passando de 30 horas consecutivas em partes de Havana e de 70 horas em algumas áreas rurais—, em uma tentativa cada vez mais desesperada de economizar combustível.










