Promotoria entendeu que os policiais estavam no exercício da função; família contesta manifestação e sustenta que há contradições entre versão policial e depoimentos de testemunhas Moradores do Morro do São Bento, em Santos, soltam balões brancos durante velório de Ryan da Silva Andrade Santos, de 4 anos — Foto: Maria Isabel Oliveira / O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 10/06/2026 - 12:48 Família de Crianças Mortas em Operação Policial em Santos Vai Recorrer Após Arquivamento de Investigação O Ministério Público de São Paulo solicitou o arquivamento das investigações sobre as mortes de Ryan, de 4 anos, e Gregory, de 17, mortos em uma operação policial em Santos. A Promotoria alegou legítima defesa dos policiais, mas a família de Ryan contesta, apontando contradições nas versões e falta de câmeras corporais. A família planeja recorrer e buscar indenização do Estado. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) pediu o arquivamento das investigações sobre as mortes de Ryan da Silva Andrade Santos, de 4 anos, e do adolescente Gregory Ribeiro Vasconcelos, de 17 anos. A Promotoria entendeu que os policiais estavam no exercício da função. Os dois foram mortos em 5 de novembro de 2024, durante uma operação da Polícia Militar no Morro do São Bento, em Santos, no litoral paulista. O arquivamento definitivo do caso depende agora de uma decisão judicial. De acordo com o promotor Fábio Perez Fernandez, do Tribunal do Júri de Santos, as provas colhidas indicam que os policiais militares agiram em legítima defesa ao revidarem disparos efetuados por um grupo de suspeitos armados, no qual estavam dois adolescentes: o próprio Vasconcelos, que morreu, e Luiz Henrique Rocha Alexandrino Marques, que sobreviveu. A Promotoria entendeu que perícias balísticas confirmaram o uso de armas por parte dos suspeitos. E que o adolescente sobrevivente foi inclusive condenado pela Justiça da Infância e Juventude por tentativa de homicídio contra os agentes na mesma ocasião. O Ministério Público concluiu que o menino Ryan foi atingido por um erro acidental na execução. Segundo documento do MP, a criança não estava na linha de tiro, encontrava-se em um ponto elevado da rua, a cerca de 70 metros de distância do local do confronto. Isso indicaria, segundo a Promotoria, que a morte de Ryan era imprevisível. Família manifesta indignação Em nota, a defesa da família de Ryan manifestou “profunda indignação” com o pedido de arquivamento. Os advogados sustentam que há contradições entre a versão policial e os depoimentos de testemunhas. Segundo a defesa, os jovens estavam desarmados e os disparos partiram exclusivamente da polícia em uma área residencial. A defesa também criticou a ausência de câmeras corporais nos policiais envolvidos, e alegou que isso dificultou a transparência da ação. Diante do pedido de arquivamento, a família entrou com recurso contra a decisão para buscar o reconhecimento de crime pelos agentes. E ajuizou uma Ação Cível de Reparação de Danos contra o Estado, com pedido de indenização superior a R$ 1 milhão.
Caso Ryan: MP-SP pede arquivamento de investigação sobre morte de criança em Santos
Promotoria entendeu que os policiais estavam no exercício da função; família contesta manifestação e sustenta que há contradições entre versão policial e depoimentos de testemunhas






