10/06/2026 10h51 Atualizado agora

O leilão de reserva de capacidade realizado pelo governo em março foi um evento importante para a Petrobras, por garantir a recontratação de térmicas da companhia, disse o gerente-executivo de gás e energia da empresa, Álvaro Tupiassu. Segundo ele, o certame, voltado para a segurança energética, era esperado pela petroleira.

O executivo, que participa de evento realizado pelo site especializado em energia “MegaWhat”, no Rio, destacou que nos últimos anos houve uma mudança muito importante na operação das térmicas no país, que deixaram de operar meses a fio de forma contínua durante os períodos secos (entre maio e novembro) para serem acionados por poucos instantes, todos os dias.

Tal quadro exige flexibilidade na operação das usinas, modelo de operação baseado em acionamentos e desligamentos mais frequentes e mais rápidos. Essa flexibilidade é necessária diante do excesso de geração elétrica durante o dia, especialmente da solar fotovoltaica, que ao sair do sistema com o pôr-do-sol exige uma entrada rápida de usinas com geração contínua.

Hoje, disse, a demanda de gás natural tem girado em torno de 50 milhões de metros cúbicos por dia (m³/dia) a 55 milhões de m³/dia. Se todas as térmicas forem acionadas ao mesmo tempo e de forma contínua, a demanda delas somaria 40 milhões de m³/dia.