Se abril teve a segunda temperatura mais alta para o período na superfície dos oceanos, o mês seguinte fez o serviço completo: tanto em terra como no mar, o maio de 2026 foi o segundo mais quente da história. A informação consta do último levantamento do serviço Copernicus, da União Europeia, que monitora a mudança climática no planeta.

Segundo o relatório, publicado nesta quarta-feira (10) no horário europeu, maio alcançou uma temperatura média de 15,81°C, 0,55°C acima da média registrada para o mês em relação ao período de referência 1991-2020. A marca foi inferior apenas a maio de 2024 (15,91°C); derrubou da segunda posição o mês de maio de 2025 (15,79°C), que, por sua vez, tinha superado o de 2023 (14,94°C).

Foi justamente entre 2023, o segundo ano mais quente já registrado, e 2024, o primeiro, que ocorreu pela última vez o El Niño, com notáveis 13 recordes mensais de temperatura. Previsto para voltar no segundo semestre deste ano, o fenômeno cíclico propicia aumentos de temperatura e regimes de chuva irregulares. A depender do local, podem ocorrer secas extremas ou maior volume hídrico.

As secas amazônicas e a enchente histórica no Rio Grande do Sul, há dois anos, são exemplos recentes de como a condição climática pode agravar os efeitos do aquecimento global e o despreparo de governos e sociedades.