El Niño poderá se tornar um dos mais intensos já registrados até o final do ano 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Oceanos batem recordes de calor em junho — Foto: Domingos Peixoto/Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 01/07/2026 - 00:45 Oceano atinge temperatura recorde em junho, alerta Copernicus Os oceanos registraram em junho a temperatura mais alta já medida, com 20,98°C, superando o recorde de 2024. O Observatório Europeu Copernicus alerta para novos recordes devido ao El Niño e ao aquecimento global. Especialistas preveem que 2026 pode ser um dos anos mais quentes. O fenômeno climático natural El Niño intensifica secas e inundações, afetando drasticamente o clima global. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Os oceanos do mundo registraram o junho mais quente da história e podem bater novos recordes em 2026, devido ao efeito combinado do El Niño e do aquecimento global, anunciou nesta quarta-feira o Observatório Europeu Copernicus. De acordo com dados do serviço marinho da organização, a temperatura média na superfície do oceano, que cobre dois terços do planeta, foi de 20,98°C em junho, superando o recorde anterior estabelecido em junho de 2024 (20,89°C). O primeiro semestre de 2026 como um todo é o segundo mais quente já registrado, perdendo apenas para o primeiro semestre de 2024. "As condições atuais podem indicar o início de uma nova fase, que nos levará, mais uma vez, a um território desconhecido", alertou Carlo Buontempo, diretor do Serviço de Mudanças Climáticas do Copernicus, em um comunicado. "Com as temperaturas oceânicas nesses níveis e o El Niño no horizonte, é provável que vejamos outros recordes de temperatura serem quebrados nos próximos meses", acrescentou. As temperaturas estiveram particularmente altas em junho no Pacífico equatorial central e oriental, a área mais afetada pelo El Niño, um fenômeno climático natural que aquece as águas superficiais e causa episódios de seca, inundações e temperaturas recordes em todo o mundo. Assim, o Oceano Pacífico tropical registrou o primeiro semestre mais quente da história (26,91°C). Superou por pouco o recorde anterior, estabelecido em 2016. Europeus tentam se refrescar durante onda de calor 1 de 15 Um casal se refresca na Fonte do Trocadéro, com a Torre Eiffel ao fundo, durante uma onda de calor em Paris — Foto: Dimitar DILKOFF / AFP 2 de 15 Pessoas se refrescam na Fonte do Trocadéro, com a Torre Eiffel ao fundo, durante uma onda de calor em Paris — Foto: Dimitar DILKOFF / AFP X de 15 Publicidade 15 fotos 3 de 15 Pessoas se refrescam na Fonte do Trocadéro, com a Torre Eiffel ao fundo, durante uma onda de calor em Paris — Foto: Dimitar DILKOFF / AFP 4 de 15 Pessoas se refrescam em uma fonte em Trocadéro durante uma onda de calor em Paris — Foto: Dimitar DILKOFF / AFP X de 15 Publicidade 5 de 15 Um turista se refresca em uma fonte durante uma onda de calor no centro de Copenhague — Foto: Mads Claus Rasmussen / Ritzau Scanpix / AFP 6 de 15 Um homem se refresca com a água de uma fonte enquanto visita o centro histórico de Sarajevo — Foto: ELVIS BARUKCIC / AFP X de 15 Publicidade 7 de 15 Pessoas tentam se refrescar na frente de um jato d'água instalado em uma caminhonete da Defesa Civil perto do Coliseu — Foto: Andreas SOLARO / AFP 8 de 15 Pessoas tentam se refrescar na frente de um jato d'água instalado em uma caminhonete da Defesa Civil perto do Coliseu — Foto: Andreas SOLARO / AFP X de 15 Publicidade 9 de 15 Pessoas tentam se refrescar na frente de um jato d'água instalado em uma caminhonete da Defesa Civil perto do Coliseu — Foto: Andreas SOLARO / AFP 10 de 15 Pessoas pulam no Canal Saint-Martin durante uma onda de calor na França, em Paris — Foto: Ludovic MARIN / AFP X de 15 Publicidade 11 de 15 Pessoas pulam no Canal Saint-Martin durante uma onda de calor na França, em Paris — Foto: Ludovic MARIN / AFP 12 de 15 Uma mulher espirra água no beco ao lado de sua casa para se refrescar, em uma área da zona leste de Leeds, na Inglaterra — Foto: Oli SCARFF / AFP X de 15 Publicidade 13 de 15 Um membro da equipe do festival Hellfest borrifa água para refrescar o público na França — Foto: Sebastien Salom-Gomis / AFP 14 de 15 Pessoas tentam se refrescar com mangueira em Colônia, na Alemanha — Foto: Ina FASSBENDER / AFP X de 15 Publicidade 15 de 15 Jovens saltam de uma ponte no Canal Saint-Martin durante uma onda de calor em Paris — Foto: JOEL SAGET / AFP "Entre os anos mais quentes" Segundo especialistas, o El Niño — nomeado em homenagem ao Menino Jesus, já que o fenômeno foi observado pela primeira vez por volta do Natal — poderá se tornar um dos mais intensos já registrados até o final do ano. “Com a chegada de um ano de El Niño [...], espera-se que 2026 esteja entre os anos mais quentes já registrados”, disse Simon van Gennip, oceanógrafo da Mercator Ocean International, durante uma coletiva de imprensa virtual. “Ainda é impossível dizer exatamente em quanto”, acrescentou. Em 2024, o último ano até o momento marcado por esse fenômeno, a temperatura média da superfície do oceano atingiu um recorde de 20,9°C, antes de diminuir ligeiramente no ano seguinte, de acordo com as estatísticas do Copernicus. Esse fenômeno climático natural, que ocorre a cada dois a sete anos, faz parte de uma tendência mais ampla de aquecimento dos oceanos devido ao acúmulo de gases de efeito estufa na atmosfera. De fato, os oceanos desempenham um papel crucial na regulação do clima, absorvendo 90% do excesso de calor gerado pelas atividades humanas, principalmente a queima de petróleo, gás e carvão. Temperatura sobe no Rio de Janeiro 1 de 10 Dia de calor e sol forte no Arpoador — Foto: Gabriel de Paiva/Agência O Globo 2 de 10 Homem usa água do chafariz para se refrescar, no centro do Rio de Janeiro — Foto: Roberto Moreyra/Agência O Globo X de 10 Publicidade 10 fotos 3 de 10 Homem se joga nas águas da Baia de Guanabara, na região portuária. — Foto: Roberto Moreyra/Agência O Globo 4 de 10 Mulher se refresca na praia de Ipanema, zona Sul do Rio de Janeiro — Foto: Gabriel de Paiva/Agência O Globo X de 10 Publicidade 5 de 10 Dia de calor e sol forte no Arpoador. A fotógrafa Eny Miranda, e sua cachorra Amy, pendurou sua rede no calçadão para aproveitar a brisa e a sombra — Foto: Gabriel de Paiva/ Agência O Globo 6 de 10 Dia de calor e sol forte no Arpoador — Foto: Gabriel de Paiva/Agência O Globo X de 10 Publicidade 7 de 10 Cena no centro do Rio de Janeiro, em dia de forte calor. — Foto: Roberto Moreyra/Agência O Globo 8 de 10 Banhistas aproveitam o dia de forte calor na orla da Zona Sul do Rio de Janeiro — Foto: Gabriel de Paiva/Agência O Globo X de 10 Publicidade 9 de 10 Em dia de forte calor, cariocas recorrem a "sombrinhas" para se proteger do sol — Foto: Roberto Moreyra/Agência O Globo 10 de 10 Cariocas buscam sombra para fugir do sol em dia de forte calor — Foto: Roberto Moreyra/Agência O Globo X de 10 Publicidade Cariocas enfrentam forte calor nos últimos dias de inverno Onda de calor marinha Desde o início do ano, 82% da superfície oceânica mundial tem experimentado ondas de calor marinhas. E quase metade sofreu episódios que variaram de intensos a extremos. O Oceano Pacífico tropical e o Mar Mediterrâneo foram particularmente afetados. O Mediterrâneo, um mar altamente sensível às mudanças atmosféricas, sofreu ondas de calor em praticamente toda a sua superfície (98%) durante o primeiro semestre do ano, registrando uma temperatura recorde de 24,34°C em junho de 2026. O noroeste do Mediterrâneo, em particular, foi afetado por uma estação quente que atingiu um pico de intensidade sem precedentes para a região nesta segunda-feira, com uma diferença média de 5,2°C em comparação com os valores normais, informou nesta terça o Instituto de Ciências Marinhas (CSIC), com sede em Barcelona. O instituto enfatizou que esse recorde se deveu em grande parte à onda de calor que recentemente atingiu a Europa. As ondas de calor marinhas colocam à prova as espécies marinhas menos móveis, causando inclusive mortes em massa de corais, ouriços-do-mar e moluscos, entre outros. "É importante monitorar esses fenômenos, pois eles têm repercussões significativas para o clima", observou Van Gennip, acrescentando que essas altas temperaturas podem "injetar energia adicional na atmosfera" para criar "condições favoráveis" para eventos de chuva extrema.