O calendário ainda não assinalava o início do Verão, mas em grande parte da Europa ele chegou mais cedo e com uma intensidade impossível de ignorar. Maio de 2026 foi o segundo mais quente desde que há registos à escala global e ficou marcado por uma onda de calor precoce e excepcionalmente intensa que varreu a Europa Ocidental, incluindo Portugal.De acordo com uma nota de imprensa do programa europeu de monitorização do clima Copérnico, “Maio de 2026 foi o segundo mais quente já registado à escala global, em terra e no mar”.O mês destacou-se igualmente por condições oceânicas fora do comum, com “temperaturas da superfície do mar excepcionalmente elevadas no Pacífico tropical”, num contexto de transição para um novo episódio de El Niño.

Por falar em El Niño...A propósito do fenómeno El Niño, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) divulgou esta terça-feira uma actualização notando que, “à data de 1 de Junho, a informação actualizada mensalmente sobre a temperatura da superfície do oceano (SST) no Pacífico equatorial revela que o índice ENSO – El Niño–Southern Oscillation – encontra-se ainda na fase neutra”, com um valor de 0,5°C superior à média.A mesma nota refere que, “nas próximas semanas, as previsões actuais de diversos modelos de previsão sazonal apontam para a passagem da fase neutra para a fase de El Niño (probabilidade de 82%), entre os meses de Junho e Julho de 2026, persistindo até ao fim de 2026 (probabilidade superior a 90%)”.