O planeta experimentou o segundo mês de junho mais quente da história, mostra o último relatório do serviço Copernicus, da União Europeia, divulgado nesta quinta-feira (9). Na região ocidental da Europa, foi o junho mais quente já registrado, em linha com a ocorrência das ondas de calor fatais que desafiam sua população neste ano.

O mês de maio também havia sido o segundo mais quente já registrado.

Segundo o Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF, na sigla em inglês), o continente, além do início da terceira canícula da temporada, apresenta também uma seca generalizada. Associada às altas temperaturas, a condição favorece a ocorrência de incêndios florestais em Portugal, Espanha e na França.

Há uma sobreposição de fenômenos. A onda de calor de junho exacerbou a seca que já havia sido alimentada pela canícula de maio. O problema prejudica a navegação em diversos rios importantes da Europa, assim como compromete parte da produção agrícola.

"Junho de 2026 destacou a profundidade da mudança climática. A Europa Ocidental registrou o mês de junho mais quente da história, e os oceanos continuaram apresentando temperaturas recordes. Juntas, essas marcas refletem um sistema climático que continua acumulando calor", afirma Samantha Burgess, coordenadora do ECMWF.