Uma ampla articulação de entidades empresariais foi lançada nesta terça-feira 9 para pressionar o Senado a avançar com a chamada “PEC do Trabalho Flexível” (PEC 12/2026), proposta apresentada pela oposição bolsonarista em reação à aprovação do fim da escala 6×1 pela Câmara dos Deputados no fim de maio.
Materializada em uma carta aberta intitulada Uma Carta para o Brasil que Acorda Cedo, a mobilização reúne cerca de 3 mil entidades patronais que afirmam representar mais de 40 milhões de empregos e aproximadamente 90% do PIB brasileiro. Entre os principais signatários estão a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), a Confederação Nacional do Comércio (CNC), a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Confederação Nacional do Transporte (CNT), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e o Movimento Pró-Brasil.
A ofensiva ocorre em meio à disputa sobre o futuro da PEC aprovada pela Câmara, que prevê a redução gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial, além da adoção de dois dias de descanso para cada cinco dias trabalhados. A proposta, defendida pelo governo federal e por centrais sindicais, ainda não avançou no Senado.
Sob a condução do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a tramitação da PEC do fim da escala 6×1 foi desacelerada. O senador já afirmou que a matéria não será levada diretamente ao plenário e deverá passar pelas comissões antes de qualquer votação. A definição do relator e do calendário de tramitação ainda depende de entendimentos entre as lideranças partidárias.













