Os caminhões movidos a gás estão perdendo o caráter experimental que os caracterizavam nos idos de 2019, quando a Scania iniciou os primeiros testes. Com o avanço dos chamados corredores verdes (rotas com disponibilidade do combustível nos postos), esses veículos passaram a ter viabilidade comercial, com as frotas mais limpas ganhando volume no país.

Quando as primeiras opções surgiram, a grande barreira para uma adoção em massa era similar ao que o segmento de automóveis elétricos enfrenta atualmente: o receio por parte dos motoristas devido à pouca oferta de pontos de abastecimento e o custo de aquisição.

Mas as tecnologias ligadas ao gás avançaram. As fabricantes têm realizado melhorias no armazenamento do combustível de forma a aumentar o alcance dos caminhões por abastecimento. A própria Scania, em 2023, apresentou a linha X-Gás, cuja principal característica era uma autonomia maior possibilitada pela adição de mais cilindros de gás, além de arranjos logísticos que permitiram ir mais longe.

Naquele momento, os veículos tiveram sua autonomia aumentada de 400 km para 900 km, o que passou a chamar a atenção dos frotistas que buscavam alternativas mais limpas às suas frotas.

O maior alcance também reduz o custo operacional do transporte, aproximando os gastos aos despendidos com o transporte feito com caminhões a diesel. Isso pavimentou o caminho para novos investimentos em frotas a gás e abriu espaço para a criação dos corredores verdes.