O Senado recusou oficialmente o pedido dos senadores Romário (PL-RJ) e Zequinha Marinho (Podemos-PA) para retirar o apoio à proposta de emenda à Constituição que permite a contratação por hora trabalhada, apresentada pela oposição como contraponto à PEC do fim da escala 6x1.
Apelidada por bolsonaristas de "PEC da Liberdade", a proposta foi registrada pelo líder da oposição no Senado e coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência, Rogério Marinho (PL-RN), com o apoio de outros 40 senadores.
Mas parlamentares admitem que a repercussão nas redes sociais tem sido a pior possível. Romário e Zequinha foram a público afirmar que vão apoiar o fim da escala 6x1 e que só assinaram a PEC de Marinho para que o debate não fosse interditado.
O senador Cleitinho (Republicanos-MG) também afirmou durante a sessão do plenário da última terça-feira (2) que estava sendo vítima de fake news, que jamais votaria contra os direitos dos trabalhadores e que deixaria de assinar a PEC de Marinho por conta do mal-entendido.
O regimento do Senado só permite a retirada de assinaturas quando a PEC ainda não foi publicada —o que não é o caso. Gabinetes que pediram oficialmente a remoção receberam, como resposta, um aviso de "recusado".











