A busca por resultados imediatos tem levado muitos brasileiros, sobretudo jovens e frequentadores de academias, a recorrerem aos suplementos termogênicos como solução rápida para perder peso. Vendidos como aceleradores do metabolismo e impulsionadores de energia, esses produtos ganharam espaço no mercado e se tornaram presença constante nas prateleiras. Contudo, o uso descontrolado expõe uma ameaça silenciosa à saúde pública.
Os termogênicos costumam ser percebidos como inofensivos por estarem à venda livremente, mas há grupos que não deveriam utilizá-los devido aos riscos: pessoas com doenças cardiovasculares, gestantes e lactantes, indivíduos com problemas gastrointestinais, renais, hepáticos ou transtornos de ansiedade. Além disso, o uso concomitante com medicamentos prescritos ou suplementos não supervisionados aumenta ainda mais o potencial de danos.
Regulamentação feita pela Anvisa
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) construiu um arcabouço normativo para proteger o consumidor. A RDC (Resoluções da Diretoria Colegiada) nº 243/2018 estabelece limites para nutrientes e substâncias bioativas; a IN (Instruções Normativas) nº 28/2018 lista ingredientes autorizados; e as RDCs nº 241/2018 e 242/2018 disciplinam fabricação, propaganda e registro/notificação dos produtos. Essas normas foram criadas para evitar a circulação de substâncias perigosas como efedrina e DNP (dinitrofenol), já associadas a desfechos fatais.
















