Os quadros são avaliados em mais de R$10 milhões. Um deles foi apreendido pela polícia na última quarta-feira Mia Montenegro teve a prisão preventiva mantida pela Justiça — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 08/06/2026 - 13:19 Mia Montenegro presa por fraude milionária no mercado de arte no Rio Michele Coelho Montenegro, conhecida como Mia Montenegro, permanecerá presa sob suspeita de fraude milionária no mercado de arte no Rio. Acusada de estelionato e apropriação indébita, ela teria enganado um antiquário, prometendo negócios lucrativos e obtendo quadros valiosos, incluindo obras de Sérgio Camargo e Ivan Serpa. A Justiça mantém sua prisão preventiva, enquanto investigações prosseguem. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Suspeita de envolvimento em um esquema de fraude milionária mediante estelionato e apropriação indébita relacionados à negociação de obras de arte, Michele Coelho Montenegro, de 47 anos, continuará atrás das grades. Durante uma audiência de custódia, realizada no último dia 5, a Justiça decidiu pela manutenção da prisão preventiva de Michele. Filha de um vice-almirante, que morreu de Covid-19 aos 81, em 2021, ela havia adotado o nome social de Mia Montenegro. Mia foi presa na última quarta-feira em um apartamento onde morava, na Rua Visconde de Pirajá, em Ipanema, Zona Sul do Rio, durante a Operação Tela Falsa, deflagrada pela Polícia Civil. Desde 6 de outubro do ano passado, no entanto, ela estava nomeada como assessora da Secretaria estadual da Casa Civil, com um salário líquido de R$ 12 mil, com o nome de Mia Montenegro. Após tomar conhecimento, a pasta exonerou a mulher em edição extra do Diário Oficial publicada no dia em que ela foi presa. O quadro encontrado pelos policiais — Foto: Reprodução A suspeita encontra-se à disposição da Justiça em uma cela do Instituto Penal Oscar Stevenson, localizado em Benfica, na Zona Norte do Rio. De acordo com o delegado Marcos Buss, titular da Delegacia de Defraudações (DDEF), Michele é citada em 17 procedimentos de investigação. Ela, que é a principal investigada no esquema de estelionato, teria construído uma falsa imagem de credibilidade para conquistar a confiança da vítima, um antiquário. Segundo o que foi apurado pela polícia, a mulher fazia promessas de negócios lucrativos para induzir o homem a realizar pagamentos antecipados e adiantamentos financeiros. A vítima, ainda conforme Buss, entregou quatro obras de arte avaliadas em mais de R$ 10 milhões para Michele. Segundo as investigações, ela teria se aproximado da vítima apresentando-se como (falsa) advogada, herdeira de uma fortuna e inserida no mercado de obras de arte. De acordo com a denúncia da 5ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada do Ministério Público do Rio de Janeiro, os quadros recebidos por Michele passaram a ser negociados como se fossem de sua propriedade, sem devolução ao legítimo proprietário. Entre as obras estariam quadros de autoria dos artistas Sérgio Camargo e Ivan Serpa. Ainda segundo o documento, ela teria entregue à vítima cheques nos valores de R$ 430 mil, R$ 840 mil e R$ 900 mil, todos devolvidos por instituições bancárias por indicação de fraude. A denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro contra Michele Coelho Montenegro tem como um de seus principais eixos a suposta apropriação de obras de arte atribuídas a dois nomes de destaque da arte brasileira: Sérgio Camargo e Ivan Serpa. No caso das obras de Sérgio Camargo, não foi divulgado os títulos das peças. O Ministério Público afirma apenas que duas obras do artista foram entregues à denunciada e que, no contexto das negociações, elas foram avaliadas em aproximadamente R$ 5,36 milhões. Já em relação ao artista Ivan Serpa, a denúncia identifica duas obras específicas: “Série Amazônia nº 25 (1970)” e “Série Mangueira nº 25 (1970)”. Segundo o documento, ambas foram avaliadas nas negociações em cerca de US$ 750 mil. Durante a apuração, surgiram elementos relacionados à participação de outras pessoas no esquema. Na última quarta-feira, agentes da DDEF cumpriram mandados de busca e apreensão e de prisão em endereços ligados aos alvos em Ipanema, na Zona Sul do Rio; no Recreio dos Bandeirantes e na Barra da Tijuca, na Zona Oeste; e no município de Niterói, na Região Metropolitana. O objetivo foi colher elementos para aprofundar as investigações, identificar a destinação dos valores obtidos com as fraudes, localizar bens eventualmente relacionados aos crimes e promover a responsabilização dos envolvidos. Ainda durante a ação, um quadro foi apreendido com um advogado. Procurada, a defesa de Mia Montenegro disse que ela é uma vítima e que busca acesso aos autos para que tudo seja esclarecido. Abaixo, a íntegra da nota enviada pelo advogado Paulo Gomes Rangel Neto: "Mia Montenegro foi mais uma vítima, dentre outras, nos fatos investigados, e isso será provado sem dificuldade. Seus advogados seguem buscando acesso aos autos para que tudo seja esclarecido e para que ela volte à liberdade a que tem direito."
Justiça decide manter presa falsa advogada suspeita de fraude milionária envolvendo venda de obras de arte no Rio
Os quadros são avaliados em mais de R$10 milhões. Um deles foi apreendido pela polícia na última quarta-feira
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