PUBLICIDADE Michele Coelho Montenegro foi presa por policiais civis por conta de um mandado de prisão preventiva expedido pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro A falsa advogada é levada por policiais para uma viatura — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 03/06/2026 - 15:24 Ex-assessora da Casa Civil é presa por golpe milionário em galerista no Rio Michele Coelho Montenegro, presa sob suspeita de aplicar um golpe de R$ 10 milhões num galerista de arte no Rio, se passava por advogada e herdeira para ganhar a confiança de suas vítimas. Segundo a Polícia Civil, ela prometia negócios lucrativos e recebia adiantamentos financeiros. Michele, exonerada de cargo na Casa Civil, é acusada de estelionato e apropriação indébita. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Falsa advogada, herdeira de uma fortuna e comerciante de obras de arte e imóveis. É assim, segundo a Polícia Civil, que Michele Coelho Montenegro, suspeita de envolvimento em um esquema de estelionato e apropriação indébita relacionados à negociação fraudulenta de quadros, costumava se apresentar às suas vítimas. Alvo de um mandado de prisão preventiva expedido pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, ela foi detida por agentes da Delegacia de Defraudações (DDEF), nesta quarta-feira, em um apartamento localizado na Rua Visconde de Pirajá, em Ipanema, na Zona Sul do Rio. Michele também foi denunciada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro. De acordo com o delegado Marcos Buss, titular da DDEF, Michele é citada em 17 procedimentos de investigação que tramitam na Polícia Civil. Ela, que é a principal investigada do esquema, teria construído uma falsa imagem de credibilidade para conquistar a confiança de uma vítima, um antiquário. Segundo as apurações, a mulher fazia promessas de negócios lucrativos para induzir o homem a realizar pagamentos antecipados e adiantamentos financeiros. A vítima, ainda conforme Buss, entregou à mulher quatro obras de arte avaliadas em R$ 10 milhões, a fim de que ela intermediasse uma venda. Em troca, Michele deu quatro cheques como garantia, todos posteriormente devolvidos por falta de fundos. Além disso, segundo a DDEF, ela também teria recebido um adiantamento de R$ 2 milhões do galerista como sinal da intermediação de um suposto negócio que seria realizado com uma galeria de arte de São Paulo. Michele Coelho Montenegro ao ser presa em Ipanema — Foto: Reprodução — Ela se apresentava como advogada, como se fosse herdeira de uma fortuna e como comerciante de arte e imóveis. Ela se aproximou da vítima, que é galerista, e se ofereceu para negociar quadros. Ele entregou a Michele quatro obras de arte, sendo dois quadros do artista plástico Ivan Serpa e dois de Sérgio Camargo. Juntas, as obras somam um valor de R$ 10 milhões. Ela ainda pediu um adiantamento de R$ 2 milhões à vítima, além de solicitar R$ 120 mil de entrada pela venda de um apartamento que não era dela — explicou o delegado. O quadro encontrado pelos policiais — Foto: Reprodução Na ação desta quarta-feira, os policiais da DDEF cumpriram ainda nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça em endereços ligados aos alvos das investigações em Ipanema, na Zona Sul do Rio; no Recreio dos Bandeirantes e na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste; e no município de Niterói, na Região Metropolitana. Em um dos endereços, os policiais encontraram um dos quadros que pertenciam ao galerista, entregue pela vítima havia mais de um ano. A obra estava com um homem que foi preso em flagrante por receptação. Ele e Michele se reservaram ao direito de falar apenas em juízo. Segundo a polícia, Michele responde pelos crimes de estelionato e apropriação indébita. A mulher estava nomeada como assessora da Secretaria Estadual da Casa Civil, com salário líquido de R$ 12 mil, sob o nome de Mia Montenegro. Após tomar conhecimento do caso, a pasta exonerou Michele em edição extra do Diário Oficial publicada nesta quarta-feira. Em nota, o Governo do Estado, por meio da Casa Civil, confirmou a exoneração e informou que a falsa advogada "foi nomeada no Poder Executivo Estadual na gestão passada, quando ainda não existiam os procedimentos de compliance para nomeações".
Veja como agia, segundo a polícia, falsa advogada suspeita de dar golpe de R$ 10 milhões em dono de galeria de arte no Rio
Michele Coelho Montenegro foi presa por policiais civis por conta de um mandado de prisão preventiva expedido pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro







