Segundo investigação, mulher se apresentava também herdeira de um grande patrimônio e, assim, teria convencido a vítima a participar de supostos negócios A falsa advogada é levada por policiais para uma viatura — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 03/06/2026 - 08:17 Falsa advogada é presa no Rio por fraude milionária em arte e imóveis Uma falsa advogada foi presa no Rio, suspeita de um esquema milionário de fraudes com obras de arte e imóveis de luxo, causando prejuízo superior a R$ 2 milhões. A operação Tela Falsa revelou que a mulher, com 17 passagens pela polícia, se passava por herdeira de grande patrimônio para enganar vítimas. A investigação expôs o uso de documentos falsos e transações fraudulentas, enquanto agentes buscam identificar outros envolvidos e recuperar bens relacionados ao crime. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Uma falsa advogada foi presa, nesta quarta-feira, durante a operação Tela Falsa, da Delegacia de Defraudações (DDEF). Michele Coelho Montenegro é suspeita de envolvimento num esquema criminoso de estelionato e apropriação indébita relacionados à negociação fraudulenta de obras de arte e um imóvel de alto padrão em Copacabana, na Zona Sul do Rio, e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. A mulher, de acordo com a Polícia Civil, se apresentava também como herdeira de um grande patrimônio e, assim, teria convencido a vítima a participar de supostos negócios. Uma obra de arte foi localizada durante a ação, segundo a Polícia Civil. Agentes cumprem mandados de busca e apreensão e de prisão em endereços ligados aos alvos em Ipanema, na Zona Sul do Rio; no Recreio dos Bandeirantes e na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste; e no município de Niterói, na Região Metropolitana. O quadro encontrado pelos policiais — Foto: Reprodução De acordo com o delegado Marcos Buss, titular da DDEF, Michelle tem 17 passagens pela polícia. Ela, que é a principal investigada, teria construído uma falsa imagem de credibilidade para conquistar a confiança da vítima, um antiquário. De acordo com as apurações, a mulher fazia promessas de negócios lucrativos para induzir o homem a realizar pagamentos antecipados e adiantamentos financeiros. A vítima, ainda conforme Buss, entrou quatro obras de arte avaliadas em R$ 10 milhões para Michelle. Durante as diligências, agentes reuniram provas que revelaram o uso de documentos aparentemente falsificados, comprovantes bancários sem lastro financeiro e cheques posteriormente devolvidos por fraude. A investigação aponta ainda a negociação não autorizada de obras de arte da vítima. Durante a apuração, surgiram elementos relacionados à participação de outras pessoas no esquema. Assim, a ação desta quarta busca colher elementos para aprofundar as investigações, identificar a destinação dos valores obtidos com as fraudes localizar bens eventualmente relacionados aos crimes e promover a responsabilização dos envolvidos.