Salário líquido da mulher, que usava o nome Mia Montenegro, era de R$ 12 mil A falsa advogada é levada por policiais para uma viatura — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 03/06/2026 - 13:34 Assessora da Casa Civil Presa por Fraude em Obras de Arte Avaliadas em R$ 10 Milhões Michele Coelho Montenegro, nomeada como assessora na Casa Civil sob o pseudônimo "Mia Montenegro" com salário de R$ 12 mil, foi presa por fraude em obras de arte. A operação Tela Falsa revelou seu envolvimento em estelionato e apropriação indébita, enganando um antiquário e negociando obras de R$ 10 milhões. Exonerada, ela acumulava 17 passagens pela polícia. A investigação busca aprofundar o caso e identificar mais envolvidos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Michele Coelho Montenegro foi presa, nesta quarta-feira, na Rua Visconde de Pirajá, em Ipanema, Zona Sil do Rio, durante a operação Tela Falsa, da Delegacia de Defraudações (DDEF). Falsa advogada e falsa herdeira, ela é suspeita de envolvimento num esquema criminoso de estelionato e apropriação indébita relacionados à negociação fraudulenta de obras de arte. Desde 6 de outubro do ano passado, no entanto, ela estava nomeada como assessora da Secretaria estadual da Casa Civil, com um salário líquido de R$ 12 mil, com o nome de Mia Montenegro. Após tomar conhecimento, a pasta exonerou a mulher em edição extra do Diário Oficial publicada nesta quarta-feira. A informação foi revelada pelo portal Tempo Real RJ. Em nota, o Governo do Estado, por meio da Casa Civil, confirma a exoneração e informa que a falsa advogada "foi nomeada no Poder Executivo Estadual na gestão passada, quando ainda não existiam os procedimentos de compliance para nomeações". De acordo com a Polícia Civil, Michele se apresentava também como herdeira de um grande patrimônio e, assim, teria convencido a vítima a participar de supostos negócios. Agentes cumpriram mandados de busca e apreensão e de prisão em endereços ligados aos alvos em Ipanema, na Zona Sul do Rio; no Recreio dos Bandeirantes e na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste; e no município de Niterói, na Região Metropolitana. De acordo com o delegado Marcos Buss, titular da DDEF, Michele tem 17 passagens pela polícia. Ela, que é a principal investigada, teria construído uma falsa imagem de credibilidade para conquistar a confiança da vítima, um antiquário. De acordo com as apurações, a mulher fazia promessas de negócios lucrativos para induzir o homem a realizar pagamentos antecipados e adiantamentos financeiros. A vítima, ainda conforme Buss, entregou quatro obras de arte avaliadas em R$ 10 milhões para Michelle. De acordo com a denúncia do MPRJ, as obras recebidas por Michele passaram a ser negociadas como se fossem de propriedade dela, sem devolução ao legítimo proprietário. Durante as diligências, agentes reuniram provas que revelaram o uso de documentos aparentemente falsificados, comprovantes bancários sem lastro financeiro e cheques posteriormente devolvidos por fraude. A investigação aponta ainda a negociação não autorizada de obras de arte da vítima. Durante a apuração, surgiram elementos relacionados à participação de outras pessoas no esquema. Assim, a ação desta quarta busca colher elementos para aprofundar as investigações, identificar a destinação dos valores obtidos com as fraudes localizar bens eventualmente relacionados aos crimes e promover a responsabilização dos envolvidos.