Michele Coelho Montenegro foi presa e passará por audiência de custódia nesta sexta-feira A falsa advogada é levada por policiais para uma viatura — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 04/06/2026 - 22:56 Falsa advogada Michele Montenegro é presa por golpe milionário Michele Coelho Montenegro, falsa advogada e suspeita de um golpe de R$ 10 milhões, é investigada em 17 inquéritos por estelionato e apropriação indébita. Presa preventivamente, ela prometia negócios lucrativos para enganar vítimas, como um galerista que lhe confiou obras de arte e dinheiro. Michele, ex-assessora da Casa Civil, foi exonerada após a revelação dos crimes. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Falsa advogada, herdeira de uma fortuna e comerciante de obras de arte e imóveis. É assim, segundo a Polícia Civil, que Michele Coelho Montenegro, suspeita de envolvimento em um esquema de estelionato e apropriação indébita relacionados à negociação fraudulenta de quadros, costumava se apresentar às suas vítimas. Presa preventivamente desde quarta-feira, ela passará por audiência de custódia nesta sexta-feira. Além deste caso, o delegado Marcos Buss, titular da Delegacia de Defraudações (DDEF), conta que Michele é citada em 17 procedimentos de investigação que tramitam na Polícia Civil. Michele é a principal investigada do esquema, teria construído uma falsa imagem de credibilidade para conquistar a confiança de uma vítima, um antiquário. Segundo as apurações, a mulher fazia promessas de negócios lucrativos para induzir o homem a realizar pagamentos antecipados e adiantamentos financeiros. A vítima, ainda conforme Buss, entregou à mulher quatro obras de arte avaliadas em R$ 10 milhões, a fim de que ela intermediasse uma venda. Em troca, Michele deu quatro cheques como garantia, todos posteriormente devolvidos por falta de fundos. Além disso, segundo a DDEF, ela também teria recebido um adiantamento de R$ 2 milhões do galerista como sinal da intermediação de um suposto negócio que seria realizado com uma galeria de arte de São Paulo. Michele Coelho Montenegro ao ser presa em Ipanema — Foto: Reprodução — Ela se apresentava como advogada, como se fosse herdeira de uma fortuna e como comerciante de arte e imóveis. Ela se aproximou da vítima, que é galerista, e se ofereceu para negociar quadros. Ele entregou a Michele quatro obras de arte, sendo dois quadros do artista plástico Ivan Serpa e dois de Sérgio Camargo. Juntas, as obras somam um valor de R$ 10 milhões. Ela ainda pediu um adiantamento de R$ 2 milhões à vítima, além de solicitar R$ 120 mil de entrada pela venda de um apartamento que não era dela — explicou o delegado. O quadro encontrado pelos policiais — Foto: Reprodução Na ação desta quarta-feira, os policiais da DDEF cumpriram ainda nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça em endereços ligados aos alvos das investigações em Ipanema, na Zona Sul do Rio; no Recreio dos Bandeirantes e na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste; e no município de Niterói, na Região Metropolitana. Em um dos endereços, os policiais encontraram um dos quadros que pertenciam ao galerista, entregue pela vítima havia mais de um ano. A obra estava com um homem que foi preso em flagrante por receptação. Ele e Michele se reservaram ao direito de falar apenas em juízo. Segundo a polícia, Michele responde pelos crimes de estelionato e apropriação indébita. A mulher estava nomeada como assessora da Secretaria Estadual da Casa Civil, com salário líquido de R$ 12 mil, sob o nome de Mia Montenegro. Após tomar conhecimento do caso, a pasta exonerou Michele em edição extra do Diário Oficial publicada nesta quarta-feira. Em nota, o Governo do Estado, por meio da Casa Civil, confirmou a exoneração e informou que a falsa advogada "foi nomeada no Poder Executivo Estadual na gestão passada, quando ainda não existiam os procedimentos de compliance para nomeações". Procurada, a defesa de Mia Montenegro disse que ela é uma vítima e que busca acesso aos autos para tudo ser esclarecido. Abaixo, a íntegra de uma nota enviada pelo advogado Paulo Gomes Rangel Neto. "Mia Montenegro foi mais uma vítima, dentre outras, nos fatos investigados, e isso será provado sem dificuldade. Seus advogados seguem buscando acesso aos autos para que tudo seja esclarecido e para que ela volte à liberdade a que tem direito. "