“Quando alguém paga menos imposto, outro alguém paga mais. Essa frase parece antipática, mas é uma das poucas verdades sinceras do sistema tributário”, diz a colunista do Estadão Maria Carolina Gontijo, a Duquesa de Tax. No programa Não vou passar raiva sozinha desta semana, ela discute sobre a PEC aprovada pela Câmara para ampliar a imunidade tributária das entidades religiosas.PUBLICIDADESegundo a Duquesa, quando uma parte da economia não paga imposto, a conta precisa ser refeita e precisa ser repassada para outros. “Às vezes, ela vai aparecer na alíquota. Outras vezes, vai aparecer em mais litígio. Ou também pode ser o caso de aparecer em uma pilha de discussões sobre quem tem direito aqui.”A imunidade religiosa existe para proteger a liberdade de crença. O Estado não pode usar o imposto para apertar, perseguir ou inviabilizar uma religião, explica a Duquesa. “Essa proteção não é um detalhe da Constituição; é uma garantia civilizatória. Imunidade tributária não é um favor, é uma limitação constitucional ao poder de tributar.”Proposta aprovada pela Câmara amplia imunidade para alcançar tributos incidentes nas compras de bens e serviços utilizados na implantação, manutenção e funcionamento de entidades religiosas e de suas organizações assistenciais e beneficentes Foto: Alex Silva/EstadãoO problema é o tamanho da porta que a PEC quer abrir. A proposta aprovada pela Câmara, afirma a colunista, amplia a imunidade para alcançar tributos incidentes nas compras de bens e serviços utilizados na implantação, manutenção e funcionamento de entidades religiosas e de suas organizações assistenciais e beneficentes. “Ou seja, a imunidade não vai ficar restrita ao templo, ao patrimônio ou atividade religiosa no seu sentido mais direto. Ela vai passar a alcançar a aquisição de bens e serviços consumidos por essas entidades.”Leia tambémProteção constitucional? Por que o álbum de figurinhas da Copa poderia ser ainda mais caro?Nem tudo é imposto: por que tantas cobranças confundem o consumidor brasileiroMenos jornada, mesmos encargos: a matemática da escala 6x1 que o governo não está discutindoMas o imposto sobre o consumo está espalhado na cadeia. Ele passa pelo fornecedor, prestador de serviço e preço final. “Ele não fica parado na porta do templo esperando alguém separar o que é fé, o que é assistência e o que é atividade comum. Quando a imunidade se desloca para a compra de bens e serviços, a conversa muda de escala.” PublicidadeProgramaTodas as quintas-feiras, às 9h30, a Duquesa de Tax faz reacts (comentários sobre outros vídeos ou entrevistas) do noticiário econômico no Estadão. Além disso, tem o programa semanal Não vou passar raiva sozinha. Os vídeos inéditos vão ao ar sempre às segundas-feiras, às 9h30, para assinantes do Estadão. Cortes do programa são distribuídos ao longo da semana nas redes sociais e na Rádio Eldorado. A atração também tem uma versão em podcast.Siga a Duquesa de Tax no EstadãoNão vou passar raiva sozinha no SpotifyNão vou passar raiva sozinhanoApple Podcasts
Quem paga a conta pela isenção tributária das igrejas?
No programa ‘Não vou passar raiva sozinha’, a Duquesa de Tax discute a PEC aprovada pela Câmara para ampliar a imunidade tributária das entidades religiosas













