Poucos dias antes de uma decisão do Banco Central (BC), dados de inflação acabam naturalmente recebendo mais atenção. Os que forem publicados nestes próximos dias, no entanto, têm potencial de mexer ainda mais com o rumo dos ativos. O sobe e desce dos mercados acaba de passar a refletir um cenário de mais juros frente no Brasil. Sobretudo como efeito da escalada do petróleo, mas com uma pitada a mais de risco. Seja por causa do vazamento de conversa entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, seja por causa dos novos choques entre Casa Branca e Brasil. Resultado? O Ibovespa segue em seu cavalo de pau. Estava a um triz dos 200 mil pontos em abril. Num mergulho de 15% em pouco menos de dois meses, o principal índice da bolsa já está abaixo dos 170 mil. E o buraco pode ser mais fundo. Até porque, nos Estados Unidos, não se trata de frear uma queda de juros. Mas, sim, de trocar cortes por altas. Vem chegando o Copom, um calor no coração... 🎶🎵 Dito isso tudo, o Tesouro IPCA voltou aos 8%. E a gangorra com a bolsa tem tudo para se mexer bastante nos próximos dias. Mais intensamente a partir de quarta-feira (10). De dentro para fora. Mês passado, a forte alta dos preços a produtores americanos em abril assustou o mercado. E sugeriu que, na medição do mês de maio, como efeito cascata, os custos às famílias americanas igualmente dispare. O "chá revelação" será nesta quarta, quando for divulgado o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês). Um dia depois, vem o novo índice de preços ao produtor (PPI, idem). Na quinta (11), é ainda mais do que tem sido a hora e a vez do petróleo. O sobe e desce - mais sobe do que desce - desde fevereiro responde pela mudança dos juros globais. E o vaivém especulativo pode ficar mais forte após a divulgação do relatório mensal da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). As diretrizes sobre demanda e oferta do cartel ganha ainda mais atenção. Parte de seus membros está direta ou indiretamente envolvida com a guerra entre Estados Unidos e Irã; e, portanto, com o fechamento do Estreito de Ormuz. A cereja do bolo virá na sexta-feira (12). Cereja brasileira. O IPCA, índice de inflação usado pelo Banco Central para definir os juros, será decisivo para o que virá nos dias seguintes. Mais uma superquarta-feira (17) de juros. A partir das 18h30, o Banco Central do Brasil comunica mais uma decisão sobre a Selic. Antes, às 15h, terá sido a vez do Federal Reserve (Fed, a autoridade monetária dos Estados Unidos). A média dos investidores acaba de assumir como realidade uma Selic bem mais alta do se previa em fevereiro. Assim sendo, cada dado pode pesar mais que o habitual nestes próximos pregões. Seja quebrando ou confirmando expectativas. E tome volatilidade. Com informações do Valor PRO
Inflação promete dar o tom do mercado em semana decisiva para a Superquarta
Sob mudança brusca de expectativas para juros de Estados Unidos e Brasil, saberemos com quais dados em mãos as decisões do próximo dia 17 serão tomadas pelos banqueiros centrais













