A ilustração usada para anunciar a diplomação póstuma de Stuart Angel Jones, torturado e morto pela ditadura militar (1964-1985), mostra o jovem sorrindo, com o braço direito erguido, segurando um canudo com o diploma de economia.
É uma cena que não aconteceu na vida real. Sequestrado e morto por agentes da repressão em maio de 1971, aos 25 anos, Stuart não conseguiu concluir o curso na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).
O militante do MR-8, grupo armado de resistência ao regime militar, é um dos desaparecidos políticos mais conhecidos do período da ditadura, por causa das denúncias feitas no Brasil e no exterior pela mãe, a estilista Zuzu Angel.
Em homenagem realizada 55 anos após o desaparecimento, a diplomação póstuma será realizada no dia 7 de julho, às 16h30, no salão dourado da universidade. O anúncio foi feito pelo centro acadêmico que tem o nome do aluno do Instituto de Economia da UFRJ.
"Como tantos outros estudantes naqueles anos sombrios, ele não pode concluir seus estudos", disse a jornalistas Hildegard Angel nesta sexta-feira (5). Ao compartilhar a notícia sobre a diplomação, a irmã de Stuart lembrou que ele foi assassinado na Base Aérea do Galeão e até hoje a família não sabe o destino do corpo, "se em terra ou se no mar".










