Há 50 anos, era lançado no Brasil o "Um Estranho no Ninho", sucesso nas bilheterias, críticas e premiações.

A obra foi uma das três na história a levar os cinco principais prêmios do Oscar —melhor filme, melhor ator e atriz, melhor roteiro adaptado e melhor diretor. Somente "Aconteceu Naquela Noite", de 1934, já tinha realizado o feito. Depois, "O Silêncio dos Inocentes", de 1991, seria o único a repeti-lo.

Não é para menos, pois o longa do diretor Miloš Forman segue digno de sua fama. Ambientado em um hospital psiquiátrico, acompanhamos um grupo com diversos transtornos mentais. Todos seguiam uma rotina regrada imposta pela rígida enfermeira Mildred Ratched, a qual rendeu o Oscar a Louise Fletcher.

Até que surge McMurphy —ou Mac—, interpretado por um Jack Nicholson inesquecível. Esnobado pela Academia em quatro oportunidades anteriores, o ator não deixou o prêmio escapar com uma de suas melhores performances. Ele orbita entre o irônico e o violento, o divertido e o desagradável, tudo com parcimônia cênica constante.

Buscando a vida mansa, Mac se faz de louco para escapar da prisão e cumprir a pena no hospital. O que ele pensava que seria um paraíso transforma-se em inferno com Ratched, que apresenta um penteado bufante que até lembra os chifres do capeta.