Certa vez, li uma entrevista de um grande cineasta brasileiro, diretor internacional, que dizia ter recebido um roteiro de um filme e o leu pensando ser uma comédia. Achou graça aqui e ali, em outras coisas nem tanto, mas qual não foi a sua surpresa ao ser avisado pelo seu agente que se tratava na verdade de um drama.
Pois é. Isso pode acontecer? Facilmente. Principalmente quando algumas portas não se abrem logo no começo do drama (falo aqui da estrutura dramática da escrita, não do gênero) e não se define de forma clara a identidade da obra. Nenhum roteirista está imune a isso.
Porém, essa confusão definitivamente não acontece na leitura de Dark Horse (O Azarão, na tradução livre). Claramente uma comédia, mesmo que involuntária.
O filme conta a história de uma turminha de extrema direita da pesada em altas aventuras (favor ler com a voz do locutor que anuncia a Sessão da Tarde). Título que recebeu na internet uma tradução bem adequada: Pangaré das Trevas.
A recepção do público já gerou ótimas ideias para os próximos passos da franquia, como Dark Horse: A Sociedade do Zap, Dark Horse: O Evangelho Segundo Jair, Dark Horse e o Cálice de Cloroquina e, a minha preferida, Dark Horse: A Segunda Facada (Agora no Vorcaro).











