Jim Caviezel interpreta Jair Bolsonaro no filme 'Dark Horse' — Foto: Divulgação Os bastidores financeiros de Dark Horse, a cinebiografia de Jair Bolsonaro estrelada por Jim Caviezel, estão cercados de estranhezas e ineditismos. Um exemplo disso é que os R$ 61 milhões dados por Daniel Vorcaro foram integralmente enviados aos EUA, embora praticamente toda a estrutura da produção esteja no Brasil. Apesar de ser considerado um filme internacional, as gravações ocorreram majoritariamente em São Paulo — com algumas cenas no México — utilizando equipes técnicas locais, maquinário brasileiro e fornecedores nacionais. Apenas o diretor, Cyrus Nowrasteh, e os atores principais são americanos. Karina Gama, dona da Go Up, disse à Malu Gaspar que "quase 50% do orçamento é elenco. Eu tinha 11 atores americanos". Em resumo, pelo menos R$ 30 milhões saíram do Brasil para os EUA (para o fundo Havengate, sediado no Texas e ligado ao advogado de imigração de Eduardo Bolsonaro) e retornaram ao Brasil. Por que? O advogado Ricardo Sayeg, que representa a Go Up, afirma apenas que toda a verba destinada ao fundo foi usada na produção do filme. E a transferência dos recursos para os EUA? Apesar de a produtora ser brasileira, Sayeg diz que foi uma “opção gerencial”. Produtores brasileiros experimentados agem de outra forma em produções com esse perfil: remetem ao exterior apenas valores ligados ao diretor, elenco estrangeiro e despesas específicas de pós-produção. A produtora Go Up, que nunca lançou um curta metragem sequer no Brasil ou no exterior, como revelou Malu Gaspar, preferiu usar um caminho tortuoso e menos óbvio para o uso do dinheiro disponibilizado por Vorcaro — uma quantia que faz do filme o de maior orçamento da história do audiovisual no país.
Produtora de 'Dark Horse' chama de ‘opção gerencial’ envio de verba aos EUA para produção feita no Brasil
Produtora de 'Dark Horse' chama de ‘opção gerencial’ envio de verba aos EUA para produção feita no Brasil














