O sistema elétrico brasileiro vive um crescente desequilíbrio. Em vez de planejamento de longo prazo, o que prevalece é uma sucessão de decisões tecnicamente frágeis e rendição política a interesses setoriais, com custos crescentes para os consumidores.
Levantamento da Frente Nacional dos Consumidores de Energia estima que o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a atual legislatura já contraíram quase R$ 1 trilhão em custos adicionais que serão repassados à tarifa até 2050.
A maior fatia, de R$ 546 bilhões, vem do recente Leilão de Reserva de Capacidade (LRCap). Somam-se a isso despesas extras como os R$ 197 bilhões inseridos pelo Congresso Nacional sob pressão de lobbies no marco das eólicas offshore e as prorrogações de incentivos a fontes renováveis.
O Ministério de Minas e Energia contesta a metodologia do cálculo, alegando que benefícios não foram computados. Mesmo com ressalvas, não há dúvida de que se acelera a tendência de aumento dos custos de energia.
A Conta de Desenvolvimento Energético, fundo com subsídios para políticas públicas no setor, chegou a cerca de R$ 50 bilhões no ano passado. O impacto não se limita ao consumidor residencial, afetando também a competitividade, sobretudo da indústria.










