O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desistiu de articular um empréstimo de até R$ 7 bilhões para as distribuidoras de energia e agora busca outras soluções para minimizar o aumento da conta de luz previsto para 2026, ano eleitoral.

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) estima que a alta será de, em média, 8%, quase o dobro da inflação projetada para o ano, embora o efeito varie para cada região do país.

Um dos focos de atenção neste momento é a bandeira tarifária, sistema que pode impor cobranças extras aos consumidores sempre que o custo de geração de energia fica mais caro. Há a previsão de que a bandeira vermelha, mais onerosa, seja acionada no meio do ano, período mais próximo da campanha eleitoral.

O custo da energia é uma das principais preocupações do petista num cenário em que o pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) cresce nas pesquisas de intenção de voto. Auxiliares do presidente temem que os reajustes alimentem a insatisfação da população e gerem impacto negativo nas urnas.

Segundo integrantes do governo, a ideia do empréstimo foi deixada de lado diante dos custos que o Tesouro teria que assumir com subsídios para tirar a linha de crédito do papel.