Número de vagas preenchidas em maio alcançou 172 mil, demonstrando resiliência da atividade americana apesar de juros ainda altos Dólar/câmbio/moeda americana — Foto: Bloomberg RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 05/06/2026 - 10:27 Dólar sobe a R$ 5,11 com criação de 172 mil empregos nos EUA O dólar atingiu R$ 5,11 após dados de emprego nos EUA superarem expectativas, com 172 mil vagas criadas em maio, reforçando a resiliência da economia americana. A taxa de desemprego se manteve em 4,3%, enquanto o ganho médio por hora subiu 0,3%. A expectativa de juros mais altos nos EUA reduz incentivos para cortes, impactando o valor global do dólar e investimentos internacionais. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O dólar saltou aos R$ 5,11 nesta sexta-feira, no maior valor intradiário em quase dois meses, após os dados de emprego americano demonstrarem resiliência da economia dos Estados Unidos. O número de empregos fora do setor agrícola aumentou em 172 mil em maio, ante expectativa de mercado para a criação de 88 mil vagas. Isso representou o avanço mais forte em três meses em mais de dois anos. Também houve revisão para cima dos dados dos dois meses anteriores. A taxa de desemprego nos Estados Unidos permaneceu em 4,3%, enquanto o ganho médio por hora trabalhada subiu 0,3%. A moeda americana não saltava a este valor desde 8 de abril. O dado reforça a expectativa de que as taxas de juros dos Estados Unidos não sofram uma redução tão cedo, aponta Ian Lima, gestor de renda fixa da Inter Asset: — Os dados recentes não apontam para uma desaceleração do mercado de trabalho no curto prazo; pelo contrário, reforçam um cenário de resiliência. Com a inflação ainda próxima de 3,8% e as expectativas inflacionárias pressionadas, o cenário atual reduz os incentivos para cortes de juros no curto prazo — afirma ele, fazendo paralelo com a pressão exercida pelo aumento do preço do petróleo desde o início do conflito com o Irã, no início de março. Por volta das 10h, a plataforma FedWatch, que monitora contratos que embutem a estimativa dos juros no futuro, estima que, em dezembro, o banco central americano suba os juros para a faixa entre 3,75% e 4%. A decisão sobre o juro americano tem impacto global. Isso porque o indicador calibra o valor do dólar, refletindo em moedas e investimentos em todo mundo. Quando a taxa está alta, parte volumosa do capital global vai para os Estados Unidos, já que o país é considerado um dos mais seguros do mundo para aplicações. Com menos dólares no mundo, o preço da moeda aumenta. É tendência que empresas de capital aberto também apresentem desvalorização. “Temos ganhado cada vez mais confiança, com as divulgações mais recentes, de que o Fed não precisa se preocupar com o mercado de trabalho. O foco está totalmente na inflação e tudo dependerá da duração desta guerra. Por enquanto, a decisão é não agir: manter os juros onde estão”, disse Lindsay Rosner, da gestora do banco americano do Goldman Sachs Asset. (com Bloomberg News)
Dólar salta a R$ 5,11 após dado de emprego americano acima das estimativas
Número de vagas preenchidas em maio alcançou 172 mil, demonstrando resiliência da atividade americana apesar de juros ainda altos











