0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Carteira de trabalho digital — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 30/06/2026 - 18:48 Dólar Cai 0,15% com Criação de Empregos Abaixo do Esperado e Previsão de Corte na Selic O dólar fechou em queda de 0,15%, cotado a R$ 5,17, após o Caged indicar desaquecimento no mercado de trabalho, com a criação de apenas 72.960 vagas em maio, abaixo das expectativas. Economistas apontam para uma perda de fôlego no mercado formal e ressaltam a importância do dado para o Banco Central. A expectativa é de desaceleração gradual até o fim do ano, com projeções de corte na Selic pelo Copom. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O dólar fechou em queda de 0,15%, cotado a R$ 5,17. A moeda norte-americana fez dois movimentos distintos no dia de hoje: de manhã operou com viés de alta e superou a marca de R$ 5,20, impulsionada pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio. Durante a tarde, começou a cair após a divulgação do Caged, que registrou a criação líquida de apenas 72.960 vagas formais em maio, quando o consenso do mercado era de 120 mil postos. Vitor Kayo, economista sênior da Nomad, lembra que a frustração com as projeções já se repete há dois meses, o que aponta para uma perda de fôlego do mercado de trabalho formal. Segundo ele, ainda é cedo para tratar o movimento como uma tendência consolidada de desaceleração, mas o Banco Central deve olhar o dado com atenção. Para Antônio Ricciardi, economista aqui do Banco Daycoval, é importante salientar que o saldo de vagas acumulado até maio está 28% abaixo do mesmo período do ano passado. - Isso reflete que, apesar de a taxa de desemprego ainda estar em patamares baixos, o saldo de vagas formais já mostra uma clara fraqueza em relação ao ano anterior. Ricciardi também chama atenção, junto com o dado da PNAD divulgado na última sexta-feira, para a perda de força dos rendimentos. Na PNAD, houve queda de 0,8% nos rendimentos na passagem de abril para maio, enquanto o Caged mostra recuo de 0,7% nas admissões e de 0,9% nos desligamentos. - Essa queda dos rendimentos é relevante porque não parece ser um movimento pontual deste mês. Na PNAD da semana passada, já vínhamos de duas quedas consecutivas dos rendimentos reais. A perda é importante porque mostra que alguns segmentos já estão perdendo dinamismo. O economista afirma que o cenário está em linha com a expectativa de desaceleração gradual do mercado de trabalho até o fim do ano. - Projetamos taxa de desemprego de 5,6% ao fim do ano, mas alguns setores já mostram sinais de fraqueza. É exatamente isso que a política monetária contracionista busca provocar. Apesar de ainda haver outros impulsos, principalmente fiscais, alguns setores já parecem perder fôlego. Na avaliação de André Valério, economista sênior do Inter, o resultado do Caged, somado ao IPCA-15 de junho, que veio melhor do que o esperado, reforça o cenário do Copom de cortes na Selic. - Esperamos que o Copom corte juros em agosto e em todas as reuniões restantes do ano, levando a Selic a 13,25% até o fim de 2026.