Agentes financeiros seguem aguardando os dados de emprego nos EUA, que serão divulgados na quinta-feira Dólar americano — Foto: Scott Eells/Bloomberg O pregão desta terça-feira (30) no mercado de câmbio segue a dinâmica da sessão anterior e exibe volatilidade bastante contida. Nesse ambiente, o dólar opera praticamente estável frente ao real, à medida que agentes financeiros seguem aguardando os dados de emprego nos Estados Unidos, que serão divulgados na quinta-feira. De modo adicional, participantes do mercado vêm demonstrando cautela com a proximidade das eleições no Brasil, o que pode ampliar a volatilidade do real. Perto das 13h, o dólar comercial operava em ligeira queda de 0,05%, negociado a R$ 5,1723 no segmento à vista. O dólar futuro para julho subia 0,02%, aos R$ 5,1775. No mesmo horário, o euro recuava 0,13% frente a divisa brasileira, negociado a R$ 5,9050. Agentes financeiros seguem aguardando os dados de emprego referentes ao mês de junho nos Estados Unidos, que serão divulgados na quinta-feira. Após o presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, ter demonstrado a intenção de emitir uma menor quantidade de sinais ao mercado, como parte de uma revisão na estratégia de comunicação do banco central americano, agentes devem se mostrar ainda mais sensíveis a qualquer desvio em relação às projeções de mercado. Amanhã, Warsh fala em evento organizado pelo Banco Central Europeu (BCE), em Sintra, e pode dar mais pistas sobre o novo ‘framework’ do Fed para a comunicação com os mercados. Com eventos importantes no horizonte, os agentes financeiros se mostram menos dispostos a promover grandes ajustes de posição. O índice DXY, que mede a força do dólar frente a uma cesta de seis moedas, subia 0,09% no mesmo horário descrito acima, negociado a 101,19 pontos. Vale notar que os investidores estrangeiros vêm demonstrando uma dose adicional de cautela com o real nos meses que antecedem as eleições de novembro. “Passamos a adotar uma postura mais cautelosa em relação ao Brasil, já que os riscos relacionados às eleições podem trazer vulnerabilidades para o primeiro plano. Em relação ao dólar, esperamos uma depreciação moderada do real, à medida que a política fiscal se torne mais expansionista no período que antecede as eleições e o risco político doméstico aumente", afirmam Dev Ashish e Brendan Mckenna, estrategistas do Société Générale. Ainda assim, segundo eles, o real continua sendo uma moeda atrativa em termos de valor relativo no mercado cambial. “Acreditamos que posições aplicadas na ponta curta da curva de juros seguem fazendo sentido, desde que o Banco Central não promova novas altas da taxa de juros", concluem.
Dólar hoje opera ‘de lado’ contra o real, em linha com pares
Agentes financeiros seguem aguardando os dados de emprego nos EUA, que serão divulgados na quinta-feira








