O dólar abriu em alta nesta quarta-feira (1º), seguindo o que acontece no exterior na comparação com outras divisas. Os investidores aguardam a divulgação de novos dados de emprego nos EUA nesta quarta, que podem apontar o caminho que o Fed (Federal Reserve, o BC dos EUA) na política monetária.
Às 9h18, a moeda norte-americana subia 0,48%, cotada a R$ 5,1876. Na terça-feira (30), o dólar fechou em queda de 0,17%, a R$ 5,163, e a Bolsa caiu 0,61%, a 172.024 pontos.O dia foi embalado por dados de emprego do Brasil e dos Estados Unidos, com investidores atentos às trajetórias de juros dos dois países.
No Brasil, os dados de emprego medidos pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) mostraram que 72,9 mil vagas de trabalho formal foram abertas em maio, o segundo mês seguido que a geração de empregos bate recorde negativo, com o pior resultado para maio desde 2020, ano da pandemia. Em abril, foram geradas 85 mil vagas, também pior resultado em seis anos.
O resultado "aponta para uma perda de fôlego do mercado de trabalho formal", afirma Vitor Kayo, economista sênior da Nomad.
"Ainda é cedo para tratar esse movimento como tendência consolidada de desaceleração, mas o BC deve olhar o dado com atenção, sobretudo num momento em que o impulso fiscal de ano eleitoral e a desancoragem das expectativas de inflação já preocupam o Copom (Comitê de Política Monetária)."A leitura é que, com o mercado de trabalho perdendo ímpeto, a pressão inflacionária sobre a economia pode desacelerar, dando espaço para o Copom seguir cortando a Selic e convergir o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) à meta de 3% até o último trimestre de 2027, o horizonte relevante do comitê.









