O dólar abriu em leve queda nesta sexta-feira (26) com os investidores avaliando os dados do desemprego que ficou em 5,6% no trimestre até maio no Brasil. É o menor patamar para o intervalo na série histórica iniciada em 2012, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A divisa dos EUA segue uma tendência do exterior com a desvalorização do dólar ante boa parte das demais divisas, com investidores moderando as apostas de aumento de juros pelo Fed (Federal Reserve, o BC dos EUA) até o fim do ano.

Às 9h15, a moeda norte-americana caía 0,27%, cotada a R$ 5,1665. Na quinta, o dólar fechou em queda de 0,37%, cotado a R$ 5,180, e a Bolsa avançou 0,87%, a 171.990 pontos.Investidores repercutindo declarações do presidente do BC (Banco Central), Gabriel Galípolo, sobre a última decisão de juros.

A taxa Selic foi cortada em 0,25 ponto percentual na quarta-feira passada (17), a 14,25% ao ano. Ao justificar o corte, o Copom (Comitê de Política Monetária) afirmou que, se mantivesse os juros em patamar necessário para levar a inflação à meta ao término de 2027, eles acabariam derrubando o índice para um patamar abaixo do alvo no primeiro trimestre de 2028.

Essa afirmação levou o mercado a entender que o horizonte para o cumprimento da meta estava sendo alongado, colocando em dúvida a capacidade do comitê de ancorar as expectativas de inflação e de ajustar a política monetária aos dados econômicos. No jargão, a leitura foi que o Copom foi "dovish", ou leniente com a inflação.Galípolo, em entrevista coletiva nesta manhã, reconheceu que o comitê pode ter errado ao tentar "explicar demais" o corte. Ainda assim, disse ele, "você pode ser mais claro no comunicado sem precisar comunicar o que você vai fazer".