O dólar à vista exibiu valorização nesta segunda-feira, na terceira sessão seguida de alta da moeda americana, em apreciação acumulada de 3,4% frente ao real no período. A piora na percepção de risco geopolítico e a preocupação dos agentes financeiros com chances de alta de juros nos Estados Unidos continuaram a drenar a força que o real apresentou no começo deste ano. Com o ambiente externo menos favorável, operadores passaram a olhar com mais atenção às idiossincrasias de cada mercado global. No caso do Brasil, as incertezas políticas, por conta das eleições, e as dúvidas sobre o caminho do endividamento público do país deixam o preço da moeda brasileira mais pressionado por conta do prêmio de risco. No caso desta segunda, isso fez com que o real apresentasse um dos piores desempenhos do dia, na relação das 33 moedas mais líquidas, melhor apenas que a rúpia indiana e o peso chileno. Encerradas as negociações de hoje, o dólar à vista fechou negociado em alta de 0,45%, cotado a R$ 5,1798, o maior patamar desde 30 de março, quando a divisa terminou em R$ 5,2477. Ao longo do dia, o dólar encostou na mínima de R$ 5,1331 e bateu na máxima de R$ 5,1951. Já o euro comercial exibiu apreciação de 0,49%, a R$ 5,9723. Perto das 17h20, no exterior, o índice DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas de mercados desenvolvidos, depreciava 0,06%, aos 100,013 pontos.
Dólar avança e encosta em R$ 5,18 com guerra e juros altos nos EUA no radar
Moeda americana fecha negociada em alta de 0,45%, cotado a R$ 5,1798, maior patamar desde 30 de março, quando a divisa terminou em R$ 5,2477









