A Natura manterá a adesão voluntária aos padrões internacionais de divulgação de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade, mesmo após a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) voltar atrás quanto à obrigatoriedade desse modelo. Em nota enviada ao Valor, a companhia afirma entender que traduzir riscos climáticos em impactos financeiros “é essencial para a construção de um futuro no qual a sustentabilidade e a resiliência sejam indissociáveis da análise financeira, seguindo sempre critérios internacionais padronizados, auditáveis e comparáveis”. “Avançar nesta agenda é fundamental também para a liderança do Brasil em soluções climáticas, em linha com o posicionamento do país na COP30, influenciando diversos atores e reafirmando o papel indispensável do setor privado nessa jornada coletiva”, acrescenta a Natura. Em setembro do ano passado, a empresa afirmou, em comunicado ao mercado, que divulgará em 2026 o primeiro relatório de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade, relativo ao exercício de 2025, nos moldes definidos pelo Conselho Internacional de Normas de Sustentabilidade (ISSB), da Fundação IFRS. A CVM havia definido, em 2023, que seria obrigatória a divulgação do relatório de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade para as companhias abertas a partir dos exercícios sociais iniciados 1º de janeiro de 2026. Na semana passada, a autarquia voltou atrás e revogou o artigo da resolução anterior que definia o caráter obrigatório da divulgação. Natura manterá adesão voluntária aos padrões internacionais de divulgação de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade — Foto: Reprodução/Natura
Natura manterá padrões de sustentabilidade, mesmo após CVM recuar sobre divulgação obrigatória
Autarquia revogou na semana passada artigo que definia obrigatoriedade de divulgação de informações padronizadas de sustentabilidade









