Cientistas chegaram a uma resposta surpreendente para um dos grandes mistérios da biologia: como aves e outros animais utilizam o campo magnético da Terra para ajudá-los a navegar com precisão por milhares de quilômetros.

Uma equipe da Universidade de Bonn e do Instituto Max Planck de Comportamento Animal, na Alemanha, descobriu que pombos possuem células imunológicas ricas em ferro no fígado que detectam o geomagnetismo. O estudo foi publicado no último dia 28 na revista Science.

Décadas de experimentos demonstraram que muitas espécies migratórias e com capacidade de retorno ao lar dependem de uma bússola magnética interna para orientação, além de utilizarem o Sol, as estrelas, pontos de referência visuais e até mesmo odores.

Porém, há muita incerteza sobre a natureza e a posição da bússola das aves. Cientistas já produziram evidências que apoiam a hipótese de envolvimento de várias células magneticamente sensíveis nos olhos, ouvidos internos e bicos, com pouco consenso sobre quais delas de fato são utilizadas.

Os candidatos mais recentes são os macrófagos —células imunológicas do fígado que acumulam ferro ao decompor glóbulos vermelhos velhos. Elas são muito sensíveis a pequenas mudanças no campo magnético externo.