Levantamento aponta reação on-line negativa ao anúncio feito pelos Estados Unidos contra o Brasil Flávio Bolsonaro e Lula — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 02/06/2026 - 22:18 Reação nas Redes: Flávio Bolsonaro Alvo após Tarifas dos EUA O anúncio dos EUA de um novo tarifaço sobre produtos brasileiros gerou uma reação negativa nas redes contra Flávio Bolsonaro. A consultoria Ativaweb DataLab apontou 8,6 milhões de menções, majoritariamente críticas, associando o senador à medida. Governistas, como Gleisi Hoffmann, acusam a família Bolsonaro de traição, enquanto aliados refutam, culpando Lula. A defesa da soberania nacional encontrou apoio popular. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O anúncio do governo americano de um novo tarifaço para produtos brasileiros resultou em uma onda de publicações contrárias ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) mostra um levantamento produzido pela consultoria Ativaweb DataLab ao qual o GLOBO teve acesso. As críticas foram reproduzidas por perfis governistas, que buscaram vincular o senador à ameaça de tarifas, enquanto aliados bolsonaristas agiram para refutar a ideia ao longo do dia. A consultoria contabilizou 8,6 milhões de menções ao tema entre as 8h e as 13h de ontem, as primeiras que se sucederam ao anúncio de que o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) concluiu a investigação comercial contra o Brasil e propôs a aplicação de tarifas de 25% sobre mercadorias nacionais. Desse total de publicações, a análise mostrou a predominância de manifestações negativas ao anúncio norte-americano (67,8%), concentradas principalmente em relação às tarifas (81% de teor negativo) e nas discussões envolvendo a associação da família Bolsonaro ao tema (69% de viés negativo). Já a narrativa de defesa da soberania nacional apresentou maior adesão popular, com 74,2% de sentimento positivo. Reação da esquerda e da direita As críticas a Flávio Bolsonaro foram exploradas do lado governista por figuras como a ex-ministra das Relações Institucionais e deputada federal Gleisi Hoffmann (PT),) que atribuiu o anúncio feito pelo governo americano a uma articulação feita pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), classificando-o e os integrantes de sua família como "traidores da pátria e do povo brasileiro". O vice-líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), escreveu em um post: "quem faz política internacional contra o próprio país não pode depois fingir surpresa quando interesses estrangeiros avançam sobre conquistas nacionais". O parlamentar também fez uso da hashtag "Tariflávio", levada aos trending topics do X por perfis de esquerda junto das expressões "o pix é nosso" e "Bolsonaros inimigos do Brasil". As frases também foram compartilhadas por governistas como o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (Psol), e pelo secretário nacional de comunicação do PT, Éden Valadares, além do próprio perfil do partido. Em resposta, aliados de Flávio abraçaram a justificativa usada por ele e, ao longo do dia, atuaram para desmentir a versão de que ele teria pedido uma nova taxação ao governo Trump. "A narrativa falsa de que o governo americano impôs novas tarifas não é nada mais do que uma tentativa de minar a excelente relação que temos com a administração atual", disse Eduardo Bolsonaro em uma publicação sobre o tema. No post, o ex-deputado também afirmou que "tem confiança" de que o mandatário norte-americano "não punirá o povo brasileiro pelos crimes cometidos pelo regime de exceção no Brasil". Também filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o vereador de Balneário Camboriú Jair Renan (PL-SC) disse que a "culpa de possíveis tarifas dos EUA é exclusivamente de uma pessoa: Lula". "Como sempre, a esquerda que vive de mentiras tenta culpar a direita e a família Bolsonaro", acrescentou. Outros parlamentares bolsonaristas subiram o tom contra Lula depois das críticas proferidas pelo petista contra Flávio, como o senador Rogério Marinho (PL-RN), que atua na coordenação da campanha presidencial. "Lula chama os outros de 'vendilhões da pátria' enquanto demonstra ódio, cólera e desespero político", disse no X.