Ao ver seu principal cabo eleitoral, o presidente americano Donald Trump, propor um novo tarifaço de 25% sobre bens importados do Brasil, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acabou pavimentando o caminho para novos ataques ao Pix, uma das mais bem-sucedidas engenhocas tecnológicas oferecidas gratuitamente pelo Estado brasileiro à população.
Deram munição para os americanos minarem o Pix e a regulamentação do Banco Central, sob a batuta do lobby das bandeiras norte-americanas de cartão de crédito, que querem entrar nesse mercado cobrando tarifas pelas transações, além da indústria de criptomoedas.
Mas o presidente Lula também não prioriza o Pix e o reforço de fiscalização do mercado financeiro, ao fazer um corte orçamentário de quase 20% nas despesas do Banco Central, mesmo após as fraturas expostas pelo escândalo do Banco Master.
Em campanha, o Executivo aproveitou para explorar eleitoralmente a decisão de Trump ao acusar o senador Flávio Bolsonaro de agir como um traidor da pátria, esquecendo, porém, que o Pix precisa de recursos para não colapsar.
Esse é o risco que o presidente do BC, Gabriel Galípolo, deixou claro sem rodeios em recente audiência pública no Senado, num ato de "sincericídio" político que está custando caro ao chefe da autarquia.












