A cooptação de estudantes brasileiros que se deslocam diariamente para o Paraguai para cursar medicina nas universidades da região de Ciudad del Este, polo educacional que atrai jovens de todo o Brasil, tem chamado a atenção da fiscalização aduaneira em Foz do Iguaçu (PR).

Os universitários têm sido usados pelo crime para contrabandear canetas emagrecedoras paraguaias para o Brasil. No último dia 25, um estudante foi preso quando tentava entrar no país com medicamentos presos ao corpo por fita adesiva.

Ele e uma colega, também aluna de medicina, foram detidos em flagrante com 200 caixas de tirzepatida de 15 mg fabricada no país vizinho, cada caixa contendo quatro ampolas. A mulher carregava os medicamentos num casaco, dentro de uma bolsa.

Cada caixa, que contém quatro ampolas, custa cerca de R$ 430 nas farmácias paraguaias —a dupla, portanto, transportava aproximadamente R$ 86 mil em medicamentos. No Brasil, o Mounjaro (tirzepatida) na mesma dosagem é vendido por R$ 3.499.

Os estudantes estavam em um táxi paraguaio que os levaria de Ciudad del Este até um estacionamento às margens da BR-277, rodovia que liga Foz do Iguaçu a Curitiba, quando foram abordados por agentes da Receita Federal na Ponte da Amizade.