Médico — Foto: Freepik O CFM determinou aos 27 Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) que suspendam a inscrição com base em diplomas médicos obtidos em outros países e que tenham sido revalidados na modalidade simplificada pela Universidade de Gurupi (UnirG), no Tocantins. A decisão de caráter preventivo decorre de uma série de denúncias movidas contra a instituição, acusada de desrespeitar a lei na condução desses processos. Na segunda-feira, o Ministério Público do Tocantins entrou com uma ação para anular 1.040 revalidações de diplomas expedidas pela UnirG apenas em 2025. A suspeita é de que esse número seja ainda maior. Segundo o MP, a universidade desobedeceu uma resolução do Conselho Nacional de Educação que extinguiu o modelo simplificado de revalidação de diplomas médicos a partir de janeiro do ano passado e deu 60 dias para o término dos procedimentos abertos. Até a vigência dessa norma, as universidades podiam optar por uma modalidade simplificada baseada apenas na análise de documentos. Agora, só o candidato aprovado no Revalida pode seguir com pedido para regularizar título estrangeiro no Brasil. A medida já repercute entre os portadores dessas apostilas. Até o momento, há mais de 300 ações em curso pedindo a continuidade das inscrições suspensas. Os recursos com pedido de liminar correm em todo o Brasil, sendo que São Paulo, Paraná e Mato Grosso concentram um terço delas. Cerca de 95% das decisões têm sido favoráveis ao CFM.