Nesta terça-feira (2) entra em vigor a proibição do uso de PMMA (polimetilmetacrilato) como substância preenchedora em procedimentos estéticos ou reparadores por médicos de todo o Brasil. A medida foi anunciada pelo CFM (Conselho Federal de Medicina) na última sexta-feira (29) e torna infração ética qualquer uso ou publicidade da substância, com uma exceção: o tratamento de lipodistrofia em pacientes com HIV/Aids em unidades de alta complexidade credenciadas pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
"Estávamos na Anvisa para banir esse produto, uma vez que ele está prejudicando vários pacientes. Essa é uma decisão ética de extrema importância para a segurança da população", afirma José Hiran da Silva Gallo, presidente do CFM, em entrevista a jornalistas nesta segunda-feira (1º).
O conselho anunciou que quer trabalhar junto à Anvisa para retirar o PMMA das prateleiras do mercado brasileiro, uma vez que os riscos superam os benefícios. A exceção continua para pacientes em tratamento de lipodistrofia, deformidade no acúmulo de gordura causada pelo uso prolongado de retrovirais em pacientes com HIV/Aids.
Nesses casos, o uso do PMMA permanece autorizado desde que realizado em unidades do SUS, seguindo protocolos rígidos do Ministério da Saúde.












