Procedimento estético — Foto: Freepik Entra no ar nesta quinta-feira a plataforma Medicina Segura, uma ferramenta online criada pelo CFM com apoio de 55 especialidades médicas, para colher relatos de profissionais que atendem pacientes com danos causados por procedimentos realizados por pessoas sem formação em medicina. Dentre as situações que podem ser registrados, estão os casos de adoecimento, sequelas e mortes em pacientes que se submeteram a procedimentos estéticos invasivos, de reposição hormonal, acupuntura, ginecológicos, entre outros. Apenas médicos identificados por cadastros poderão preencher um questionário com informações sobre o procedimento realizado e os problemas gerados; o perfil do paciente atendido e da pessoa responsável pelo atendimento malsucedido; e o local onde foi feito o procedimento de forma irregular. Há campos para anexar fotos, exames, prescrições, laudos e outros documentos relacionados ao fato. Todas as informações serão recebidas pelo CFM que as distribuirá entre os Conselhos Regionais dos estados onde os casos aconteceram. Após individualizada, os relatos procedentes serão encaminhados às autoridades competentes para que tomem medidas no intuito de responsabilizar os autores dos danos. Por dia, pelo menos dois casos de exercício ilegal da medicina passam a tramitar na Justiça ou nas polícias civis dos estados. Em 12 anos, o país registrou 9.566 casos de crimes dessa natureza.