Os vários partidos coincidiram nesta segunda-feira na necessidade do reconhecimento da fibromialgia como doença crónica e no reforço do apoio aos doentes, noticiou a Lusa, num debate sobre duas petições que deram entrada no parlamento em 2024.As posições das bancadas parlamentares foram manifestadas num debate sobre as petições, uma com 5286 assinaturas e outra com mais de oito mil subscritores, que chegaram à Assembleia da República em Dezembro de 2024 e que levaram o Chega, JPP, PSD, PAN, Livre, PCP, CDS-PP, BE e PS a apresentarem projectos de resolução, iniciativas sem força de lei, mas com recomendações ao Governo.Entre as medidas propostas, as petições pretendem a inclusão formal da fibromialgia na lista de doenças crónicas da Direcção-Geral da Saúde (DGS) e a respectiva actualização das tabelas nacionais de Incapacidades e de Funcionalidade.
A Organização Mundial da Saúde reconhece a doença desde 1992, sendo classificada como crónica desde 2022. Em Portugal, a existência da fibromialgia na lista de doenças reconhecidas foi incluída em 2016, quando a DGS publicou a norma que afecta mais de 300 mil pessoas, de acordo com a Associação Portuguesa de Doentes com Fibromialgia.A fibromialgia é uma doença caracterizada por dor musculoesquelética generalizada e difusa, por fadiga extrema, com perturbações de sono e cognitivas, entre outros sintomas, sendo mais prevalente nas mulheres. As estimativas apontam para que a fibromialgia possa atingir cerca de 2% da população adulta portuguesa, sendo que as mulheres são cinco a nove vezes mais afectadas do que os homens por esta doença que se inicia, em regra entre os 20 e os 50 anos.











