Em maio, a aprovação de uma nova alternativa terapêutica para doenças inflamatórias crônicas reacendeu o debate sobre a psoríase no Brasil. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o registro do medicamento ustequinumabe (Yesintek), indicado para o tratamento da psoríase, artrite psoriásica, doença de Crohn e colite ulcerativa.
De acordo com dados globais da National Psoriasis Foundation, a psoríase atinge cerca de 125 milhões de pessoas em todo o mundo, o que representa entre 2% e 3% da população mundial. No Brasil, o cenário também chama atenção. Um estudo publicado pela Ipsos, empresa multinacional de pesquisa e consultoria de mercado, mostra um crescimento expressivo do número de pacientes em tratamento para psoríase no Sistema Único de Saúde (SUS) entre 2019 e 2024.
Entre 2009 e 2019, o crescimento do volume de pacientes ocorreu de forma mais moderada, com taxa média anual de 6,1% para novos diagnósticos e 7,5% para pacientes em tratamento. Entre 2019 e 2024, os índices praticamente triplicaram, alcançando 19,2% para novos pacientes e 25% para aqueles em acompanhamento terapêutico.
O que é a psoríase?
A Dra. Maria de Fátima, dermatologista da Afya Educação Médica Belo Horizonte, explica que a psoríase é uma doença inflamatória crônica e imunomediada que afeta principalmente a pele, mas também pode comprometer articulações e unhas, além de estar associada a doenças intestinais e oculares, com importante impacto emocional e metabólico. Ela ocorre devido a uma ativação inadequada do sistema imunológico, que acelera o processo de renovação das células da pele.














