Maio terminou numa baixa histórica para a bolsa brasileira, como o seu pior mês desde fevereiro de 2023. A guinada na narrativa para a renda variável já nem era esperada para tão logo, mas, nesta segunda-feira (1), pode ter ficado ainda mais distante. O Ibovespa recuou 0,9% hoje, aos 172 mil pontos, num novo menor nível desde 21 de janeiro. No acumulado do ano, os ganhos da carteira, que passaram de 23% em 14 de abril, recuaram a 6,9% hoje. A maior surpresa no mercado sequer veio das (já frágeis) negociações entre Estados Unidos e Irã - que parecem ter voltado algumas casas nas tratativas diplomáticas de novo. Para muitos, o elemento mais inesperado deste começo de mês pode ter vindo do reforço das teses para as ações no Brasil. O giro financeiro do Ibovespa ficou em R$ 21,6 bilhões hoje, 18% acima da média diária nos últimos 12 meses, de R$ 18,3 bilhões. Acontece que, diante da falta de visibilidade em meio a um choque de oferta de energia sem precedentes na história mundial recente, há analistas tratando o pessimismo generalizado como oportunidade. A XP, uma das maiores casas do país, publicou seu relatório mensal com um título categórico: "Após a correção, está na hora de comprar Bolsa brasileira". Não apenas a equipe de analistas liderada pelo estrategista-chefe Fernando Ferreira trata as quedas do Ibovespa como uma correção do passado, como entende que é chegado o momento de aumentar a exposição a ações. A tese é sustentada pelo indicador de sentimento da XP, que acaba de cravar o nível de "pessimismo extremo" - o mesmo que antecedeu o rali de janeiro de 2025. Nesses momentos, o mercado parece sem bússola. E quem está certo? A bolsa, que cai, ou os analistas, que mandam comprar? Ambos podem estar certos ao mesmo tempo, desde que o investidor saiba diferenciar perspectivas de médio e longo prazo das previsões de curto prazo. Existe um consenso no mercado financeiro de "compre Brasil". E não é só na XP. Uma pesquisa do Itaú BBA com 107 investidores institucionais (gestores brasileiros e estrangeiros) mostrou que, no início de maio, 77,6% mantinham visão otimista sobre a bolsa brasileira, com projeção média de um Ibovespa no 212.400 pontos no fim do ano (23% acima do patamar de fechamento hoje). As teses estão ancoradas principalmente nos múltiplos de valoração das empresas no mercado. O relatório da XP aponta que Ibovespa negocia num preço de 8,4 vezes sobre os lucros projetados - contra uma média de 13 vezes nos 12 meses após o início dos últimos seis ciclos de queda da Selic. O material ainda indica que, na outra ponta, os lucros corporativos das empresas da bolsa seguem sendo revisados para cima. Não por conta de um mercado pujante, mas por um setor severamente subdimensionado no começo do ano: o de energia. Para a equipe de analistas da XP, a temporada de resultados referentes ao primeiro trimestre deste ano no Brasil foi modesta (45% das empresas da cobertura XP bateram estimativas), mas nos EUA foi espetacular (+26% de crescimento de lucro por ação), mantendo os múltiplos globais esticados e, por contraste, tornando o Brasil relativamente ainda mais "barato". Os dados são claros, objetivos e - até certo ponto - inquestionáveis. Mas nada disso tem impedido as quedas do Ibovespa, que fechou a sua sétima semana consecutiva de perdas em maio e, ao que tudo indica, ruma para a oitava. O dólar à vista cedeu 0,4%, a R$ 5,02. No ano até aqui, já recuou 8,5% no mercado de câmbio local. E é aqui que a análise técnica funciona como contraponto duro à euforia das recomendações. Após sete semanas de queda, no retrato mensal, o desempenho do Ibovespa em maio formou um engolfo de baixa que anulou a alta de fevereiro. O suporte de 175 mil pontos foi perdido e se transformou em uma zona de resistência para o índice (uma faixa em que a carteira pode ter mais dificuldade de ultrapassar em alta). O Guia Técnico do BB Investimentos mostra que 82% dos 184 papéis monitorados estão em tendência de baixa. A estratégia swing trade da casa, que opera 21 dos ativos mais líquidos, mantém apenas três posições ativas. O resumo dos cenários nas análises gráficas é que os repiques do Ibovespa ainda vão acontecer, já que os indicadores de força relativa perto de sobrevenda geram esses fluxos mecânicos de compra. Mas repique não é reversão. Sem o índice reconquistar os 175 mil pontos de forma consistente, cada alta pode ser uma armadilha para quem compra achando que o fundo chegou. No curto prazo, todos os relatórios apontam que o Ibovespa segue em tendência de baixa. Para quem opera com movimentações rápidas, a bolsa atravessa uma zona de volatilidade elevada e mais riscos. O que está em jogo no cenário macro com as negociações entre EUA e Irã é grandioso na escala global, assim, qualquer novidade pode reverter tendências e jogar as análises técnicas no ralo. A questão dos fundamentos As análises fundamentalistas olham a médio e longo prazo para o mercado de ações, porém acertar timing também é um problema nessas estratégias. Comprar ações "baratas" não necessariamente significa fazer as melhores escolhas se o investidor não souber a hora de realizar posições nem tiver em perspectiva o custo de oportunidade - ou seja, o que deixou de ganhar em outros investimentos nesse período para deixar seu dinheiro alocado na bolsa. Além disso, o problema das teses de compra baseadas nos múltiplos de mercado é que elas descrevem o destino, não o caminho. Para a análise fundamentalista, dizer que o Ibovespa deveria estar além dos 200 mil pontos é como dizer que um imóvel numa boa localização deveria valer mais. Existe a avaliação de estrutura (empresas) e localização (economia, setor), mas nada blinda esse cenário das intempéries. Se a rua estiver interditada, o bairro em obras e os compradores todos migrarem para outro endereço, o valor do imóvel para o mercado é inevitavelmente penalizado. A bolsa do Brasil, hoje, é esse imóvel abandonado pela demanda. Os seus principais compradores são os investidores estrangeiros, cujas saídas sequenciais em maio já somaram R$ 14 bilhões no mercado à vista de ações, comprimindo o saldo desse fluxo na bolsa de R$ 56,5 bilhões no auge para R$ 42,25 bilhões no ano até o dia 28 de maio. Desde meados de abril, R$ 26,6 bilhões foram retirados - com saídas líquidas em 24 de 26 pregões. Assim, o dado mais revelador do relatório da XP de hoje não é o reforço da tese de que o valor das empresas está subdimensionado na bolsa, mas o de que o peso do Brasil no MSCI Emerging Markets (EEM, o ETF de referência para negociação de ativos de mercados emergentes) caiu para 3,9%, perto de mínimas históricas, enquanto o setor de tecnologia já responde por 41,6% do índice. A TSMC, empresa tailandesa que é a maior fabricante de semicondutores terceirizada do mundo, pesa 14% do EEM. As ações do Brasil inteiro pesam menos de 4%. Neste momento de escalada do risco global, ganhou força uma alternativa mais rentável, mais líquida e com narrativa mais clara no mercado de renda variável: a inteligência artificial (IA). E nessa seara, o Brasil ainda tem muito pouco - nada, na verdade - para oferecer. Uma bolsa mais longe da virada O fluxo estrangeiro comprador de bolsa brasileira foi o motor que carregou o Ibovespa até perto dos 200 mil pontos, mas, desde meados de abril, está desligado. Por si só, a falta de tração dificultaria ao índice sair do lugar. Mas se, de um lado, falta essa força impulsionadora, de outro, o obstáculo para o mercado de ações parece maior. A taxa de juros é um muro que, quanto mais alto, mais bloqueia a recuperação dos fluxos locais na bolsa. A taxa de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 saiu de 14,09% para 14,18% ao ano. Prêmios em contratos de curto prazo estão mais ligados às expectativas dos investidores para a Selic.No médio prazo, os retornos da taxa para janeiro de 2031 oscilaram de 13,88% para 13,96% ao ano.Já para janeiro de 2036, a taxa oscilou de 13,96% a 14,01% ao ano. Vencimentos com prazos mais longos refletem uma maior preocupação com calote do governo. O Boletim Focus de hoje mostrou a elevação das projeções do mercado para a inflação em 2026, agora em 5,09% pela 12ª semana consecutiva. Não apenas está bem acima do teto da meta do Banco Central (de 3% com 1,5 ponto percentual de tolerância para cima ou para baixo), as especialmente distante dos 3,9% que economistas projetavam há quatro semanas. A Selic deve encerrar o ano em 13,25% no cenário atual - em março, falava-se que a taxa básica de juro poderia descer a 12% até dezembro. A deterioração do cenário macro doméstico tem dois fatores: o choque de oferta do petróleo no exterior, que pressiona os preços por aqui pela política de paridade internacional dos preços; e o enfraquecimento da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência. De um lado, o cenário de inflação elevada foge de controle enquanto a confiança do consumidor cair. É aqui que entra a reviravolta geopolítica do dia. A agência iraniana Tasnim reportou que Teerã suspendeu as negociações com os EUA. Israel intensificou ofensiva no Líbano. Sobre o possível rompimento das tratativas, o presidente americano Donald Trump disse "não se importar". Nessa toada, o Brent (petróleo de referência mundial) voltou a se aproximar dos US$ 100 por barril. Segundo a modelagem do Itaú, cada 10% de alta no petróleo adiciona 0,30 ponto ao IPCA. Para o Brasil, o petróleo mais caro beneficia as ações de petroleiras, mas já depois do terceiro mês de guerra tem suas limitações. Mesmo com a commodity 4% mais cara hoje, os papéis da Petrobras mal sustentaram 1% de alta. Enquanto isso, o restante do mercado sangra com a visão de inflação mais persistente e Selic mais alta por mais tempo. Das 79 ações que compõem o Ibovespa atualmente, 61 desvalorizaram hoje. Do outro lado da corda, a Faria Lima se despede do seu candidato mais competitivo ao Planalto e, com ele, das esperanças numa agenda mais alinhada às suas exigências no âmbito da política fiscal e aos seus interesses econômicos. A própria XP reconhece o dilema: se o conflito se resolve, o Brasil pode ser "vencedor relativo" entre emergentes, com retomada de fluxo, queda de juros e reprecificação. Mas se não se resolve - ou se o risco local escala -, os múltiplos comprimidos podem ficar ainda mais apertados, corroídos por uma taxa de desconto mais alta. Comportamento das ações do Ibovespa em 1/6/2026 Código Nome Abertura Mínima Média Máxima Fechamento Var. % TOTS3 TOTVS ON 33,45 33,07 34,17 34,60 34,50 4,32 BRAV3 BRAVA ON 20,43 20,13 20,53 20,84 20,77 2,57 CSAN3 COSAN ON 3,80 3,76 3,86 3,92 3,88 2,11 GOAU4 GERDAU MET PN 9,90 9,69 9,91 10,02 9,99 1,94 GGBR4 GERDAU PN 22,83 22,45 22,91 23,26 23,14 1,62 RAIL3 RUMO S.A. ON 13,79 13,72 13,93 14,10 13,92 1,46 PETR3 PETROBRAS ON 47,30 47,10 47,64 48,37 47,34 1,31 POMO4 MARCOPOLO PN 6,07 6,01 6,09 6,14 6,12 0,99 PRIO3 PETRORIO ON 63,15 62,44 63,37 64,34 62,82 0,92 PETR4 PETROBRAS PN 42,40 41,96 42,49 43,02 42,37 0,88 LREN3 LOJAS RENNER ON 15,20 14,88 15,02 15,38 15,02 0,81 ABEV3 AMBEV S/A ON 16,39 16,14 16,42 16,57 16,43 0,67 VBBR3 VIBRA ON 29,88 29,42 29,82 30,13 29,91 0,54 CMIG4 CEMIG PN 11,05 10,68 10,84 11,05 10,81 0,46 HAPV3 HAPVIDA ON 12,24 11,90 12,18 12,42 12,20 0,41 SANB11 SANTANDER BR UNIT 27,26 26,93 27,09 27,38 27,21 0,18 MOTV3 MOTIVA SA ON NM 14,19 13,98 14,11 14,24 14,13 0,14 USIM5 USIMINAS PNA 11,00 10,80 11,01 11,17 11,09 0,09 ENGI11 ENERGISA UNT 48,19 47,37 47,90 48,69 47,92 -0,17 KLBN11 KLABIN S/A UNT 16,80 16,44 16,59 16,80 16,64 -0,18 DIRR3 DIRECIONAL ON 13,40 13,13 13,32 13,50 13,37 -0,22 EQTL3 EQUATORIAL ON 38,76 38,22 38,47 38,85 38,43 -0,31 RDOR3 REDE D OR ON 34,25 33,40 33,79 34,26 33,87 -0,44 FLRY3 FLEURY ON 15,33 15,11 15,23 15,47 15,31 -0,52 TIMS3 TIM ON 21,96 21,78 21,89 22,25 21,78 -0,55 CYRE3 CYRELA REALT ON 22,45 21,92 22,26 22,68 22,38 -0,62 ISAE4 ISA ENERGIA PN 27,16 26,59 26,89 27,19 26,86 -0,63 PSSA3 PORTO SEGURO ON 48,37 47,72 48,06 48,68 48,00 -0,64 TAEE11 TAESA UNIT 39,43 38,77 38,99 39,53 38,90 -0,66 YDUQ3 YDUQS PART ON 9,59 9,29 9,45 9,64 9,46 -0,84 EGIE3 ENGIE BRASIL ON 33,12 32,71 32,90 33,35 32,80 -0,91 CSMG3 COPASA ON 52,65 51,67 52,15 52,81 52,20 -0,97 SMFT3 SMART FIT ON 18,53 18,12 18,30 18,73 18,35 -0,97 CPLE3 COPEL ON 14,62 14,31 14,42 14,70 14,41 -1,03 IGTI11 IGUATEMI S.A UNT 26,06 25,39 25,64 26,06 25,67 -1,04 BBSE3 BB SEGURIDADE ON 35,40 34,86 35,07 35,51 35,03 -1,05 BBAS3 BRASIL ON 20,51 20,05 20,14 20,55 20,08 -1,08 ITSA4 ITAUSA PN 12,94 12,71 12,78 12,94 12,76 -1,09 NATU3 NATURA ON 9,93 9,74 9,82 9,99 9,84 -1,11 MBRF3 MARFRIG ON 16,02 15,40 15,76 16,11 15,83 -1,12 BBDC4 BRADESCO PN 17,79 17,47 17,58 17,81 17,50 -1,13 COGN3 COGNA ON 2,50 2,45 2,47 2,52 2,47 -1,20 CPFE3 CPFL ENERGIA ON 43,34 42,65 42,97 43,79 42,85 -1,24 AXIA6 AXIA ENERGIA PNB 57,27 55,98 56,38 57,68 56,20 -1,28 CURY3 CURY S/A ON 31,95 31,04 31,37 32,04 31,32 -1,29 RECV3 PETRORECSA ON 11,40 10,95 11,17 11,49 11,22 -1,32 VIVA3 VIVARA ON 22,10 21,08 21,39 22,15 21,55 -1,33 BBDC3 BRADESCO ON 15,56 15,24 15,33 15,61 15,29 -1,35 VALE3 VALE ON 82,13 80,58 81,32 82,25 81,70 -1,35 CXSE3 CAIXA SEGURI ON 17,70 17,35 17,57 17,70 17,45 -1,47 ALOS3 ALLOS ON 28,11 27,39 27,64 28,35 27,78 -1,52 B3SA3 B3 ON 16,40 16,00 16,23 16,47 16,25 -1,52 RENT3 LOCALIZA ON 42,07 41,11 41,40 42,23 41,34 -1,62 BRAP4 BRADESPAR PN 23,09 22,41 22,91 23,09 22,87 -1,63 MULT3 MULTIPLAN ON 29,79 29,07 29,30 29,80 29,30 -1,64 EMBJ3 EMBRAER ON 73,10 71,35 72,09 73,31 72,17 -1,65 ITUB4 ITAU UNIBANCO PN 40,05 39,25 39,50 40,06 39,36 -1,66 VIVT3 TELEF BRASIL ON 33,80 33,15 33,27 33,85 33,25 -1,69 ASAI3 ASSAI ON 8,80 8,53 8,62 8,84 8,60 -1,71 UGPA3 ULTRAPAR ON 26,11 25,34 25,67 26,20 25,41 -1,78 BPAC11 BTGP BANCO UNT 53,70 52,42 52,76 53,84 52,75 -1,86 SLCE3 SLC AGRICOLA ON 15,54 15,11 15,21 15,54 15,21 -1,87 VAMO3 VAMOS ON 3,08 2,94 2,99 3,10 3,00 -1,96 CEAB3 CEA MODAS ON 11,70 11,30 11,42 11,77 11,33 -2,16 HYPE3 HYPERA ON 21,91 21,39 21,52 22,13 21,43 -2,19 BRKM5 BRASKEM PNA 10,41 10,14 10,37 10,64 10,23 -2,20 MRVE3 MRV ON 5,84 5,68 5,77 5,87 5,72 -2,22 CSNA3 SID NACIONAL ON 6,66 6,18 6,38 6,70 6,55 -2,38 SBSP3 SABESP ON 27,96 27,28 27,48 28,03 27,28 -2,40 AXIA3 AXIA ENERGIA ON 52,50 50,93 51,25 52,55 51,15 -2,44 WEGE3 WEG ON 44,55 42,84 43,15 44,86 43,00 -2,49 AURE3 AUREN ON 12,37 11,92 12,02 12,39 12,06 -2,51 CMIN3 CSN MINERACAO ON 4,65 4,42 4,50 4,69 4,54 -2,58 MGLU3 MAGAZINE LUIZA ON 5,98 5,76 5,85 6,07 5,82 -2,68 AZZA3 AZZAS 2154 ON 19,34 18,78 19,01 19,70 18,78 -2,74 ENEV3 ENEVA ON 25,62 24,88 25,04 25,79 24,88 -2,93 SUZB3 SUZANO S.A. ON 41,77 40,64 41,24 41,93 40,65 -3,01 RADL3 RAIA DROGASIL ON 18,63 17,77 17,98 18,69 17,86 -4,44 BEEF3 MINERVA ON 3,69 3,50 3,55 3,73 3,50 -5,15
Pessimismo na bolsa vira sinal de compra para analistas, mas Ibovespa está longe da guinada
Saldo do Dia: O mercado de ações engata uma possível oitava semana seguida de perdas em meio a novos impasses entre EUA e Irã. Por que as casas defendem entrar na renda variável agora?
Ibovespa toca mínimos desde janeiro (172k pontos), analistas XP veem compra: P/E 8,4x com projeção 212k ano. Mas análise técnica mostra 82% ativos em queda, suporte rompido, riscos geopolíticos elevados persistem no curto prazo.














