Uma forte oscilação de preços marcou esta segunda-feira na bolsa local. Em um pregão de menor liquidez, o Ibovespa oscilou entre perdas e ganhos pela manhã até adotar uma direção única, de queda, no começo da tarde — dinâmica que se estendeu até o fim do dia. Embora Irã e Israel tenham anunciado a suspensão dos ataques mútuos iniciados no fim de semana, reduzindo os prêmios geopolíticos embutidos nos preços do petróleo, as incertezas em relação aos próximos desdobramentos do conflito permaneceram elevadas, o que reforça a maior cautela dos investidores no mercado doméstico. Ao mesmo tempo, a recuperação do setor de tecnologia americano pode ter ajudado a tirar fôlego da bolsa local em um dia em que blue chips também tiveram desempenho majoritariamente negativo. No fim, o Ibovespa cedeu 0,21%, aos 168.669 pontos, após variar entre os 168.130 pontos e os 169.646 pontos. Entre as blue chips, bancos responderam pelas maiores quedas, especialmente as PN do Bradesco, que recuaram 1,55%. Apenas as units do Santander terminaram no azul, com ganho de 0,19%. O dia também foi negativo para as ON da Vale, que perderam 0,80%. Na ponta contrária, a alta nos preços de petróleo ofereceu suporte para as ações da Petrobras, o que ajudou a limitar as perdas do Ibovespa. No término da sessão, as PN da petroleira subiram 0,81%, ao passo que as ON avançaram 0,72%. O volume financeiro negociado pelo Ibovespa foi de R$ 15,2 bilhões e de R$ 20,7 bilhões na B3. Enquanto o Ibovespa cedeu, os principais índices em Nova York fecharam majoritariamente no azul. O Nasdaq e o S&P 500 avançaram 0,86% e 0,30%, nessa ordem; já o Dow Jones perdeu 0,16%.
Ibovespa tem dia volátil e termina em leve queda sem o apoio de bancos e Vale
Incertezas em relação aos próximos desdobramentos do conflito no Oriente Médio permaneceram elevadas, o que reforça a maior cautela dos investidores no mercado doméstico








