Novos ataques a embarcações no Estreito de Ormuz voltaram a elevar os preços de petróleo, o que penaliza as bolsas ao redor do mundo, em um dia marcado pela baixa liquidez Ibovespa tem dia volátil, mas vira para o negativo com piora da aversão a risco global — Foto: Victor Moriyama/Bloomberg Depois de iniciar o pregão em alta moderada devido a um fluxo mais favorável para ações de valor, o Ibovespa não conseguiu driblar o aumento da aversão a risco global que tomou conta dos mercados ao longo da manhã. Novos ataques a embarcações no Estreito de Ormuz voltaram a elevar os preços de petróleo, o que penalizou as bolsas ao redor do mundo, em um dia marcado pela baixa liquidez. Após tocar os 173.544 na máxima intradiária, o Ibovespa tinha queda de 0,52%, aos 171.547 pontos, perto da mínima intradiária dos 171.417 pontos, por volta das 13h20. No mesmo horário, o Nasdaq perdia 0,91%; o S&P 500 recuava 0,40%; e o Dow Jones exibia valorização de 0,35%. O movimento na bolsa local, no entanto, era um pouco menos negativo do que o visto em outros emergentes, graças à participação expressiva da Petrobras na composição do Ibovespa. No horário acima, o EWZ (principal fundo de índice de ações brasileiras negociado em Nova York) cedia 0,93%, ao passo que o EWY (Coreia do Sul) recuava 5,17%; o EEM (Emergentes) tinha queda de 3,00%; o EWW (México) tinha baixa de 1,86%; e o EZA (África do Sul) perdia 1,29%. Entre as blue chips, as PN da Petrobras tinham alta de 0,56%, enquanto as ON subiam 0,81%, o que pode indicar compra do papel por parte de investidores estrangeiros. Os papéis da petroleira avançavam na esteira da valorização dos preços de petróleo, em meio a novos ataques a embarcações no Estreito de Ormuz. Segundo a United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO), um petroleiro foi atingido por um projétil de origem não identificada enquanto transitava pela passagem marítima há pouco. Antes disso, outros navios comerciais já haviam sofrido com ofensivas iranianas mais cedo. Já as ON da Vale perdiam 2,02%, em linha com pares globais. Ontem, a renúncia do executivo Daniel Stieler aos cargos de membro e de presidente do conselho de administração da mineradora foi confirmada, conforme antecipou o Valor. A notícia, no entanto, não fez preço, já que era esperada uma mudança desde junho, segundo analistas. Bancos também cediam em bloco, especialmente as units do BTG Pactual, que perdiam 1,10%. Os papéis da instituição financeira têm liderado as quedas em dias de maior aversão a risco global. A exceção ficava para os papéis do Banco do Brasil, que subiam 0,46%, após ceder mais de 1% na véspera. A equipe da XP atualizou recentemente o preço-alvo dos papéis de R$ 25 para R$ 21, mantendo a recomendação neutra para o papel. Para os profissionais da XP, o BB continua mostrando uma assimetria negativa de riscos, uma vez que a pressão persistente sobre a qualidade do crédito pode continuar impactando os resultados. “Além disso, a ação negocia a cerca de 6,3x preço sobre lucro esperado para este ano, acima de sua média histórica, que é de 5 vezes, refletindo principalmente a deterioração dos lucros, e não uma melhora dos fundamentos”, destaca a equipe, em relatório. Assim como ocorreu nas outras sessões, a baixa liquidez dos negócios ajudava a elevar a volatilidade do índice durante o pregão. Hoje, o volume financeiro projetado para o Ibovespa é de apenas R$ 14,0 bilhões.
Ibovespa tem dia volátil, mas vira para o negativo com piora da aversão a risco global
Novos ataques a embarcações no Estreito de Ormuz voltaram a elevar os preços de petróleo, o que penaliza as bolsas ao redor do mundo, em um dia marcado pela baixa liquidez






