Novos ataques no Estreito de Ormuz e a informação de que os EUA revogaram a licença para vendas do petróleo iraniano provocaram um aumento nos preços de petróleo, o que elevou a cautela nos negócios Sede da B3, em São Paulo — Foto: Patricia Monteiro/Bloomberg Depois de iniciar o pregão em alta moderada devido a um fluxo mais favorável para ações de valor, o Ibovespa não conseguiu driblar o aumento da aversão a risco global e virou para o negativo ainda durante a manhã. Novos ataques a embarcações no Estreito de Ormuz, juntamente com a informação de que os Estados Unidos revogaram a licença que autorizava as vendas do petróleo iraniano, provocaram um aumento nos preços de petróleo, o que elevou a cautela nos negócios. A bolsa local, no entanto, teve uma reação bem mais contida à piora da aversão a risco global devido à alta forte das ações da Petrobras. Após oscilar entre os 171.417 pontos e os 173.544 pontos, o Ibovespa fechou em queda de 0,25%, aos 172.021 pontos, em um pregão de liquidez bastante reduzida. O índice foi afetado em cheio pelo desempenho mais negativo de blue chips. Entre as maiores quedas ficaram as ON da Vale, que cederam 2,04%, em um dia mais negativo para mineradoras globais. Bancos também se desvalorizaram em bloco, especialmente as units do Santander, que perderam 2,62%. Na ponta contrária, a alta das ações da Petrobras ajudou a limitar as perdas do índice. No fim, as ON da petroleira subiram 2,65%, ao passo que as PN ganharam 1,77%. O volume financeiro negociado pelo Ibovespa foi de R$ 15,3 bilhões e de R$ 20,4 bilhões na B3. Em Wall Street, o dia também foi de perdas: o Nasdaq cedeu 1,16%, o S&P 500 teve baixa de 0,45%, e o Dow Jones exibiu desvalorização de 0,25%.