Disparada do petróleo turbina ações da Petrobras, que fecharam com fortes ganhos Painel de cotações na sede da B3, em São Paulo — Foto: Victor Moriyama/Bloomberg piora na percepção de risco global penalizou a bolsa local nesta quarta-feira. Pela manhã, a declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o acordo provisório assinado com o Irã “acabou” e que “provavelmente” ordenará novos bombardeios ao país ainda nesta noite fez os preços de petróleo ultrapassarem US$ 80. Durante a tarde, o óleo bruto se afastou das máximas do dia, mas ainda assim encerrou o pregão regular com ganhos de 5%, o que manteve a cautela nos mercados. A alta da commodity turbinou a valorização das ações da Petrobras, mas o tombo registrado pela Vale e por outras blue chips ajudou a ampliar as perdas. Após oscilar entre os 169.972 pontos e os 172.018 pontos, o Ibovespa fechou em queda de 0,79%, aos 170.653 pontos. A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã afetou em cheio ações cíclicas globais, como mineração. Vale ficou entre as maiores perdas ao tombar 4,59%. Bancos também cederam em bloco, especialmente as units do Santander, que exibiram baixa de 1,58%. Os papéis da Petrobras, por outro lado, registraram forte alta: as PN da companhia subiram 3,15%, ao passo que as ON ganharam 2,79%. Em virtude das férias, o volume financeiro negociado pelo Ibovespa foi de apenas R$ 16,4 bilhões e de R$ 21,3 bilhões na B3. Em Wall Street, os principais índices chegaram a apresentar forte perdas, mas se afastaram das mínimas perto do fechamento. No fim, o Nasdaq teve alta de 0,20%, enquanto o Dow Jones e o S&P 500 registraram perdas de 1,09% e de 0,28%, respectivamente.
Ibovespa termina em baixa com aumento da aversão a risco global e tombo de mais de 4% da Vale
Disparada do petróleo turbina ações da Petrobras, que fecharam com fortes ganhos






