A escalada das hostilidades entre Estados Unidos e Irã voltou a penalizar ativos de risco globais, empurrando o Ibovespa para uma queda mais intensa desde os primeiros minutos desta quarta-feira. Diante da fragilidade do cessar-fogo entre os dois países, os preços de petróleo voltaram a encerrar o pregão regular acima dos US$ 90, o que reforçou a perspectiva de que o Banco Central possa não apenas interromper o ciclo de flexibilização monetária, mas até voltar a elevar a Selic. Em meio à maior aversão a risco global, o índice encerrou em queda de 0,70%, aos 168.619 pontos, após arriscar perder os 168 mil pontos no pior momento do dia, ao tocar os 168.071 pontos. Antes da abertura dos negócios no mercado à vista, a divulgação de números em linha ou ligeiramente abaixo do esperado para o índice de preços ao consumidor americano (CPI, na sigla em inglês) chegou a trazer certo alívio ao mercado futuro, mas a dinâmica perdeu força ao longo do pregão à vista com a aversão a risco global e a percepção de manutenção dos juros locais em patamares mais altos por mais tempo voltando a pesar sobre os negócios. Diante da piora do risco global, a maior parte das blue chips encerrou no negativo. No fim, o tombo mais intenso foi sentido pelas units do BTG Pactual, que cederam 3,24%. Entre instituições financeiras, apenas as PN do Itaú fecharam em alta de 0,36%. O dia também foi de perdas para as ações da Vale, que recuaram 1,02%. Já as ações da Petrobras encerraram em alta: as ON subiram 1,50%, ao passo que as PN ganharam 1,17%, após um acordo com a norueguesa Equinor para comprar uma participação de 50% no Bloco Itaimbezinho. O volume financeiro negociado pelo Ibovespa foi de R$ 19,0 bilhões e de R$ 25,8 bilhões na B3. Em Wall Street, o dia também foi de perdas: o Nasdaq cedeu 1,98%, o Dow Jones recuou 1,87%, e o S&P 500 perdeu 1,62%.